Na criação de espaços paisagísticos, é importante entender as técnicas adotadas para que o observador consiga diferenciar hierarquias e perceba o “aqui” e o “ali”. São consideradas estratégias sugeridas para elaboração destes planos, EXCETO:
- A)Muros ou cercas vivas de arbustos altos.
Certa, porque muros e cercas vivas de arbustos altos ajudam a delimitar áreas e formar planos verticais no espaço.
- B)Composição e definição de cores para floração.
Errada, porque a escolha de cores da floração é um recurso estético, e não uma estratégia principal para construir planos e hierarquias espaciais.
- C)Muretas, pequenos desníveis, ou pequenas escadas.
Certa, porque muretas, desníveis e pequenas escadas ajudam a separar ambientes e a reforçar a leitura de níveis no projeto.
- D)Renques de árvores verticais, ou renques de árvores horizontais.
Certa, porque renques de árvores podem criar barreiras visuais, e sua orientação vertical ou horizontal organiza a percepção do espaço.
- E)Pilares espaçados regularmente, arcadas, ou colunatas de palmeiras.
Certa, porque pilares, arcadas e colunatas de palmeiras funcionam como elementos de marcação e condução visual dos planos.
Gabarito: B
Quando se fala em criação de espaços paisagísticos, a ideia central é organizar o ambiente para que o observador perceba planos, limites e profundidade. Em outras palavras, o projeto precisa “desenhar” o espaço, fazendo com que você entenda onde começa um setor, onde termina outro e como um elemento se destaca do restante. Para isso, o paisagismo usa recursos bem concretos: muros, cercas vivas, muretas, desníveis, escadas, renques de árvores e estruturas como arcadas ou colunatas. Esses elementos funcionam como divisórias visuais ou eixos de leitura, ajudando a criar hierarquia e a sensação de “aqui” e “ali”. O segredo é que esses planos dependem muito de forma, volume, altura e alinhamento. Repare que a banca está perguntando estratégias para elaborar planos espaciais, não para decorar o jardim. Então o foco é estruturação do espaço, e não enfeite floral. Por isso, a alternativa B é a exceção. A composição e a definição de cores para floração podem enriquecer a estética do paisagismo, mas não são, por si só, estratégia de elaboração de planos espaciais. Elas ajudam na beleza e no ritmo visual, mas não criam hierarquia espacial com a mesma força dos elementos físicos de delimitação.