As relações espaciais vêm a ser a análise preliminar de uma possível setorização. Neste momento, procura-se definir alguns níveis de relações espaciais entre os ambientes, por meio de três categorias de verificação; assinale-as.
- A)Partido; conceito; e, volumetria.
Errada, porque partido, conceito e volumetria são decisões de concepção do projeto, não categorias de verificação das relações espaciais entre ambientes.
- B)Implantação; alinhamento; e, volumetria.
Errada, porque implantação, alinhamento e volumetria tratam de ocupação do lote e forma arquitetônica, e não da análise preliminar de setorização interna.
- C)Separação; proximidade; e, contiguidade.
Certa, porque separação, proximidade e contiguidade são exatamente os três níveis usados para verificar as relações espaciais entre os ambientes.
- D)Volumetria; espacialidade; e, contiguidade.
Errada, porque volumetria e espacialidade são termos genéricos de forma e percepção, mas não constituem a tríade de análise das relações espaciais pedida.
- E)Alinhamento; correspondência; e, interrupção.
Errada, porque alinhamento, correspondência e interrupção não são as categorias clássicas de relação espacial entre ambientes no estudo preliminar.
Gabarito: C
Quando se fala em relações espaciais no estudo preliminar de um projeto, a ideia é entender como os ambientes se conectam antes de desenhar a planta “bonita”. É o momento de organizar o funcionamento interno: quais espaços precisam ficar perto, quais podem ficar mais afastados e quais devem estar em contato direto. Isso ajuda a transformar necessidade em setorização lógica, e não em um quebra-cabeça arquitetônico. Nessa etapa, a análise costuma usar três níveis básicos de verificação: separação, proximidade e contiguidade. Separação indica ambientes que devem ficar distantes ou isolados por função; proximidade aponta espaços que precisam estar próximos para facilitar uso e circulação; contiguidade é quando a relação é ainda mais forte, com ligação imediata ou encostada entre setores. É um raciocínio simples, mas que evita muita dor de cabeça no projeto. Por isso o gabarito é a letra C. Ela traz exatamente os três critérios usados para avaliar as relações entre os ambientes, isto é, separar, aproximar ou colocar em contato direto. As outras alternativas misturam termos de fases de concepção arquitetônica, como volumetria, partido e implantação, que não correspondem a essa classificação específica de relações espaciais. Em prova, vale lembrar: essa linguagem aparece muito na leitura funcional do programa de necessidades e na organização setorial do projeto. Se a banca fala em “níveis de relações espaciais”, pense primeiro em como os ambientes se relacionam entre si, e não em forma externa, estética ou implantação no terreno.