O desenho universal foi idealizado para ser aplicado na concepção de projetos, produtos, ambientes e serviços, para que eles sejam utilizados por todas as pessoas, sem haver necessidade de adaptação ou projeto específico, incluindo:
- A)A utilização autônoma, princípio que visa o uso de equipamentos com autonomia total em todas as etapas de um percurso, equipamento ou ambiente.
Errada, porque autonomia do usuário é um objetivo do desenho universal, mas a alternativa descreve de forma restrita um princípio operacional, não o conceito que a questão pede.
- B)Adaptação dos espaços, mobiliários e equipamentos públicos, alterando suas características originais para que sua utilização posterior seja acessível a todos.
Errada, porque fala em adaptação posterior dos espaços, e o desenho universal busca o contrário: concepção já inclusiva, sem depender de projeto específico de adaptação.
- C)Os equipamentos urbanos, bens de utilidade pública – sejam públicos ou privados – destinados à prestação de serviços necessários ao funcionamento do espaço urbano.
Errada, porque define equipamentos urbanos e bens de utilidade pública, tema de urbanismo/acessibilidade, mas não explica o conteúdo solicitado sobre desenho universal.
- D)Serviço assistido, tipo de apoio com a finalidade de auxiliar pessoas que apresentem dificuldade em circular por algum ambiente ou utilizar algum equipamento.
Errada, porque serviço assistido é apoio complementar, não a ideia central do desenho universal, que procura tornar o uso mais autônomo desde a origem do projeto.
- E)Os recursos de tecnologia assistiva, com produtos, equipamentos, ou recursos que visam à funcionalidade aplicada à pessoa com deficiência, permitindo sua autonomia e qualidade de vida.
Certa, porque a tecnologia assistiva reúne recursos, produtos e serviços que ampliam funcionalidade, autonomia e qualidade de vida, alinhando-se ao objetivo inclusivo do desenho universal.
Gabarito: E
O desenho universal nasceu para evitar aquela lógica chata de fazer um projeto para a maioria e, depois, “remendar” o resto com adaptações. A ideia é criar ambientes, produtos e serviços que já funcionem para o maior número possível de pessoas, com autonomia, segurança e uso simples, sem exigir solução especial para cada caso. Na prática, isso conversa muito com a noção de acessibilidade prevista na Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), especialmente quando o objetivo é garantir uso com dignidade e independência. O desenho universal se aproxima dessa visão inclusiva: desde a concepção, pensa-se em circulação, alcance, comunicação, mobiliário e uso por pessoas com diferentes condições físicas, sensoriais e cognitivas. Por isso a alternativa E faz sentido: os recursos de tecnologia assistiva são justamente produtos, equipamentos, metodologias e serviços usados para ampliar funcionalidade e autonomia da pessoa com deficiência. Em outras palavras, a tecnologia assistiva é um conjunto de apoios que ajuda a eliminar barreiras e favorece participação plena, o que se conecta diretamente ao propósito do desenho universal. A pegadinha aqui é confundir desenho universal com adaptação posterior. Desenho universal não é “consertar depois”, mas planejar bem desde o começo para reduzir a necessidade de soluções exclusivas e garantir uso mais amplo e inclusivo.