O processo de acompanhamento permanente de uma obra provê ao construtor informações relevantes para o aferimento do progresso das atividades previamente definidas da obra, auxiliando, inclusive, quanto à tomada de medidas corretivas e(ou) preventivas no planejamento e no cronograma iniciais. Acerca desse tema, tem-se que o processo de acompanhamento de uma obra I assegura a manutenção do planejamento inicial proposto, mesmo que alterações de projeto impactem na execução das tarefas. II é capaz de evitar alterações no cronograma de entregas, pois mantém a ordem de execução das atividades conforme previsto no cronograma inicial. III permite alterar o planejamento inicial previsto quando se verifica que faltaram atividades no planejamento inicial ou que há a necessidade de execução de atividades adicionais. Assinale a opção correta.
- A)Nenhum item está certo.
Errada, porque o item III está certo e, portanto, não é verdade que nenhum item esteja correto.
- B)Apenas o item I está certo.
Errada, porque o acompanhamento da obra não assegura a manutenção rígida do planejamento inicial quando há alterações de projeto.
- C)Apenas o item II está certo.
Errada, porque o acompanhamento não evita necessariamente alterações no cronograma; ele pode justamente revelá-las como necessárias.
- D)Apenas o item III está certo.
Certa, porque o acompanhamento permite revisar o planejamento inicial quando faltam atividades ou surgem novas necessidades na execução.
- E)Todos os itens estão certos.
Errada, porque os itens I e II estão incorretos ao sugerirem que o acompanhamento impede ajustes no planejamento e no cronograma.
Gabarito: D
O acompanhamento permanente da obra serve para comparar o que foi planejado com o que está realmente acontecendo no canteiro. Ele ajuda a identificar desvios, atrasos, falta de atividades no planejamento e a necessidade de ajustes, seja no cronograma, seja na sequência executiva. Em outras palavras, não é um ritual para engessar a obra, mas para manter o controle dela quando a realidade resolve dar um sustinho no plano inicial. Por isso, o item I está errado: se houver alteração de projeto impactando a execução, o acompanhamento não garante que o planejamento inicial será mantido intacto. Na prática, ele existe justamente para permitir revisão e adaptação. O item II também está errado, porque o acompanhamento não impede mudanças no cronograma de entregas; ele pode mostrar que essas mudanças são necessárias. Já o item III está correto, pois o monitoramento permanente permite corrigir o planejamento quando surgem lacunas ou atividades adicionais. Esse raciocínio é bem alinhado à lógica de gerenciamento de obras e controle de produção: planejar, acompanhar, comparar, corrigir e replanejar quando preciso. Em obra, o cronograma não é uma peça de museu. Se a realidade mudar, o bom controle serve para ajustar a rota sem perder o rumo.