Em relação ao orçamento de obras em arquitetura e urbanismo, é correto afirmar que
- A)os novos programas de computador praticamente garantem a realização de levantamentos das quantidades de materiais que serão utilizados na construção, o que muitas vezes dispensa reuniões com engenheiros e arquitetos envolvidos em projetos preliminares.
Errada, porque programas de computador ajudam muito, mas não dispensam a análise técnica e a compatibilização com engenheiros e arquitetos, especialmente em projetos preliminares.
- B)o orçamento analítico é realizado na fase inicial do orçamento de obras, caracterizando-se por ser um pouco maior do que uma estimativa de custos, sendo estimadas, nessa fase, as quantidades de custos de pequenos pacotes de trabalho.
Errada, porque o orçamento analítico é a etapa mais detalhada e não a inicial, além de não ser definido por “quantidades de custos”, expressão tecnicamente inadequada.
- C)o orçamento pode ser classificado, de acordo com a fase em que se encontra o projeto do arquiteto, em estimativa de custos, orçamento preliminar, ou orçamento analítico.
Certa, pois o orçamento pode ser classificado conforme a fase do projeto em estimativa de custos, orçamento preliminar e orçamento analítico.
- D)os custos diretos de um orçamento são, por exemplo, custos de escritório central, salários administrativos, impostos, lucros.
Errada, porque esses itens são custos indiretos ou despesas indiretas, e não custos diretos da obra.
- E)o grau de detalhamento, no orçamento preliminar, é um pouco menor do que o da estimativa de custos.
Errada, porque o orçamento preliminar tem grau de detalhamento maior que a estimativa de custos, e não menor.
Gabarito: C
No orçamento de obras, a ideia central é transformar o projeto em números, mas isso não acontece de uma vez só. Conforme o empreendimento amadurece, o orçamento também fica mais preciso: primeiro entram as estimativas de custo, depois os orçamentos preliminares e, por fim, o orçamento analítico, que é o mais detalhado. Ele serve para decompor a obra em serviços, insumos e composições, permitindo medir quantidades e custos com bem mais segurança. Por isso, o orçamento analítico não é a fase inicial, e sim a etapa em que o projeto já permite um levantamento detalhado das quantidades e dos preços unitários. Já as etapas anteriores trabalham com menor nível de detalhamento e maior margem de aproximação. Em outras palavras: quanto mais você sabe sobre a obra, mais “afiada” fica a conta. A alternativa correta é a C porque a classificação do orçamento, conforme a maturidade do projeto, pode sim ser feita em estimativa de custos, orçamento preliminar e orçamento analítico. Essa é uma lógica muito cobrada em Planejamento e Controle de Obras, especialmente em provas da CEBRASPE, que gostam de testar a sequência e o grau de precisão de cada fase. Como apoio doutrinário, essa divisão aparece de forma recorrente na literatura de orçamento de obras e compatibiliza-se com a prática de planejamento: estimativas no início, detalhamento progressivo e orçamento analítico quando há maior definição do projeto e dos serviços.