Acerca de diretrizes para projetos de banheiros acessíveis a pessoas com deficiência física, assinale a opção correta.
- A)É importante sempre estar atento à possibilidade de alcance manual de válvulas sanitárias, torneiras, barras, puxadores e trincos bem como à de uso de todos os acessórios pela pessoa com deficiência.
Certa, porque os comandos e acessórios devem ficar ao alcance manual e permitir uso autônomo pela pessoa com deficiência.
- B)Os pisos dos sanitários ou boxes, além de serem antiderrapantes, devem apresentar desníveis junto à soleira e entrada, ter grelhas e ralos encostados próximos às paredes.
Errada, porque pisos de boxes e sanitários não devem ter desníveis na entrada e a drenagem deve ser resolvida sem criar obstáculos ou risco de tropeço.
- C)Deve haver espaço para manobra do cadeirante dentro do banheiro, ou seja, um espaço livre de raio suficiente para que a cadeira possa girar 180°, prevendo-se, para isso, um diâmetro livre de 1,20 m.
Errada, porque a área de manobra para cadeira de rodas não é de 1,20 m de diâmetro; a referência usual da NBR 9050 é maior.
- D)Os lavatórios devem garantir altura frontal livre de barreiras a uma distância do piso de 1 m de altura para o possível encaixe da cadeira de rodas.
Errada, porque o lavatório deve garantir vão livre frontal e altura adequada para encaixe da cadeira, não apenas 1 m de altura de barreira.
- E)Ao lado da bacia sanitária, há necessidade de instalação de barras para garantir transferência frontal, perpendicular e diagonal.
Errada, porque as barras laterais são voltadas principalmente à transferência lateral, e não a transferências frontal, perpendicular e diagonal como regra geral.
Gabarito: A
Em banheiros acessíveis, a ideia central é simples: a pessoa precisa conseguir entrar, se aproximar, usar os equipamentos e sair com segurança, sem fazer malabarismo arquitetônico. A referência principal é a ABNT NBR 9050, que trata de acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, e serve de base para projetar um banheiro realmente usável por pessoa com deficiência física, especialmente usuária de cadeira de rodas. A banca costuma cobrar o básico com pegadinha de detalhe: altura, alcance manual, área de manobra, transferência lateral e posição correta dos acessórios. Não basta o banheiro "ter espaço"; ele precisa permitir alcance dos comandos, apoio nas barras e uso dos acessórios sem esforço excessivo. Se o projeto obriga a pessoa a se esticar demais, torcer o tronco ou fazer manobras improvisadas, já ficou inadequado. A alternativa A está correta porque resume uma regra essencial de acessibilidade: válvulas, torneiras, barras, puxadores, trincos e demais acessórios precisam estar ao alcance manual e ser utilizáveis pela pessoa com deficiência. Isso conversa diretamente com o princípio do desenho universal e com a NBR 9050, que exige alcance, uso simples e autonomia no ambiente. Em provas, lembre-se: banheiro acessível não é banheiro "adaptado de qualquer jeito". Ele tem dimensões mínimas, área de giro, lavatório com vão livre e barras posicionadas para transferência, sempre buscando uso seguro e independente.