O critério que se deve adotar ao projetar uma estratégia de iluminação natural para a cidade de Belém é o de atendimento dos níveis de
- A)iluminância normativos para o ambiente, sem gerar ofuscamento e carga térmica excessiva, proporcionando radiação solar difusa.
Correta: fala em iluminância normativa, sem ofuscamento e sem carga térmica excessiva, com uso de radiação difusa, que é o critério adequado.
- B)lumens normativos para o ambiente, sem gerar ofuscamento e carga térmica excessiva, proporcionando radiação solar difusa.
Errada: o parâmetro correto é iluminância, não lumens, e a frase mantém a ideia de controle térmico, mas usa a grandeza inadequada.
- C)radiação normativos para o ambiente, sem gerar lumens excessivos, proporcionando radiação solar direta.
Errada: radiação não é o critério normativo para iluminação e, além disso, menciona radiação direta, que tende a aumentar ofuscamento e calor.
- D)iluminância normativos para o ambiente, sem gerar ofuscamento, carga térmica e lumens excessivos.
Errada: acertou em iluminância e na preocupação com ofuscamento e calor, mas “lumens excessivos” não é o termo técnico adequado para o critério de projeto.
- E)lumens normativos para o ambiente, sem gerar ofuscamento e carga térmica excessiva, proporcionando radiação solar direta.
Errada: repete o erro de usar lumens em vez de iluminância e ainda propõe radiação solar direta, que prejudica o conforto visual e térmico.
Gabarito: A
Em iluminação natural, o objetivo não é apenas “clarear” o ambiente. Você precisa atender ao nível de iluminância exigido para a atividade, mas sem transformar a sala em uma estufa nem criar pontos de ofuscamento. Em cidades quentes e úmidas, como Belém, esse cuidado fica ainda mais importante, porque a entrada de sol direto pode aumentar bastante a carga térmica interna. Por isso, quando se projeta uma estratégia de iluminação natural, o critério correto é buscar iluminância dentro dos níveis normativos, com conforto visual e controle térmico. Na prática, isso significa aproveitar a luz natural de forma mais difusa, filtrada e bem distribuída, em vez de depender de feixes solares agressivos. A lógica está alinhada com o que a ABNT NBR ISO/CIE 8995-1 estabelece para iluminação de ambientes de trabalho: o foco é iluminância adequada, controle de ofuscamento e qualidade visual. A norma não manda encher o ambiente de “lumens” ou de radiação solar direta; o que importa é o resultado no plano de trabalho e o bem-estar de quem usa o espaço. Então, em Belém, pense assim: luz natural sim, exagero não. O projeto precisa fazer a luz entrar com inteligência, sem brilho incômodo e sem aumentar demais o calor interno. É exatamente essa combinação que a alternativa A traduz.