Concursos do Tribunal Regional Federal - 6ª Região (TRF6)
O Tribunal Regional Federal - 6ª Região (TRF6) tem 3 cargos mapeados, com banca FGV. As matérias que mais caem são Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Processual Civil.
O tribunal federal mais novo do país, com jurisdição só em Minas e prova no estilo Cebraspe que separa quem treinou de quem chutou.
O TRF6 é recente (instalado em 2022) e cobre só Minas Gerais, o que significa quadro de servidores ainda em formação. O ponto que mais decide a prova é o estilo Cebraspe: itens certo/errado com penalização, enunciados longos e duas discursivas. Quem treina nesse formato desde o começo larga na frente.
O que o TRF6 faz e onde atua
O Tribunal Regional Federal da 6ª Região foi instalado em agosto de 2022, criado a partir do desmembramento do TRF1, e tem sede em Belo Horizonte. A grande particularidade é a jurisdição: o TRF6 cobre exclusivamente o estado de Minas Gerais, julgando em 2ª instância os processos da Justiça Federal mineira (previdenciário, tributário federal, ações contra a União e autarquias, crimes federais, entre outros).
Trabalhar no TRF6 é atuar no suporte a esse fluxo: analisar processos, cumprir despachos, elaborar minutas, gerir informação e dar andamento à máquina judiciária. Por ser um tribunal jovem, boa parte da estrutura de servidores ainda está em formação.
A banca e o perfil da prova
O primeiro concurso de servidores do TRF6 foi organizado pela Cebraspe (ex-Cespe/UnB), e há forte expectativa de que a banca se repita. Quem mira o TRF6 precisa treinar no estilo da casa:
- Prova objetiva no formato certo/errado (não é múltipla escolha), com item errado anulando item certo. Chute no escuro trabalha contra você.
- Enunciados longos que testam interpretação e "pegadinhas" de literalidade da lei.
- Duas discursivas para a maioria dos cargos: uma redação e um estudo de caso, com resposta técnica e direta.
Cargos, nível e remuneração
O certame trabalha com dois níveis de carreira: Analista Judiciário (nível superior) e Técnico Judiciário (nível médio), ambos com diversas áreas e especialidades. As remunerações iniciais são altas para o padrão de concursos: faixa próxima de dois dígitos de milhares de reais para técnico e ainda maior para analista, com reajustes na tabela do Judiciário federal em 2026. Trate valores exatos como referência: confirme sempre no edital vigente.
Uma especialidade se destaca: Agente de Polícia Judicial (dentro do Técnico), que tem etapa própria e exige preparo físico.
Etapas: além da prova objetiva
Fique atento porque nem todo cargo tem o mesmo caminho:
- Objetiva (120 itens no 1º concurso: 50 de básicos e 70 de específicos) mais discursiva para praticamente todos os cargos.
- Teste de Aptidão Física (TAF), de caráter eliminatório, apenas para o Agente de Polícia Judicial, aplicado só a quem passa na discursiva, com provas sequenciais e barra fixa para candidatos homens.
- Etapas de comprovação de títulos e requisitos conforme o cargo.
Ou seja: o técnico de polícia judicial estuda tudo que o técnico comum estuda, e ainda precisa chegar em forma para o TAF.
Matérias de maior peso e prioridade
O bloco de básicos da Cebraspe no TRF6 puxa forte para Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico/Analítico, Ética no Serviço Público, Noções de Direitos Humanos e Fundamentais e Acessibilidade, e Legislação Específica (regime dos servidores e normas do Judiciário federal). Os específicos mudam por cargo:
- Analista área Judiciária: Direito Constitucional, Administrativo, Processual Civil e Penal, Civil e Penal são o coração da prova.
- Analista área Administrativa: Administração Geral e Pública, Recursos Materiais e Patrimoniais, Orçamento Público e Finanças Públicas.
- Técnico e Agente de Polícia Judicial: base jurídica de nível médio com peso em Constitucional, Administrativo e legislação da carreira.
Prioridade prática: domine Português e a legislação institucional (que raramente falta na Cebraspe) e depois ataque os específicos do seu cargo por lei seca mais jurisprudência.
Por onde começar
- Baixe o último edital do TRF6 na Cebraspe e use o conteúdo programático como mapa; a tendência é repetição de banca e estrutura.
- Comece por Português e Legislação Específica, que rendem em qualquer cargo e são a marca da Cebraspe.
- Treine no formato certo/errado desde o primeiro dia, para calibrar quando marcar e quando deixar em branco.
- Se o alvo for Agente de Polícia Judicial, inclua condicionamento físico na rotina já na fase de estudos, não deixe o TAF para o fim.
Cargos
- Analista Judiciário · 10 matérias
- Juiz Federal Substituto · 13 matérias
- Técnico Judiciário · 10 matérias
Bancas deste órgão
Perguntas frequentes
Quais cargos tem o concurso Tribunal Regional Federal - 6ª Região (TRF6)?
Mapeamos 3 cargos do Tribunal Regional Federal - 6ª Região (TRF6): Analista Judiciário, Juiz Federal Substituto, Técnico Judiciário.
O que mais cai nos concursos do Tribunal Regional Federal - 6ª Região (TRF6)?
As matérias mais recorrentes nos editais do Tribunal Regional Federal - 6ª Região (TRF6) são Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito Penal.
Qual banca organiza o concurso do TRF6?
O primeiro concurso de servidores foi organizado pela Cebraspe, com prova objetiva no formato certo/errado e discursivas de redação e estudo de caso. A tendência é a banca se repetir, então vale treinar nesse estilo.
O TRF6 atende quais estados?
Apenas Minas Gerais. O tribunal foi criado em 2022 a partir do desmembramento do TRF1 e concentra a 2ª instância da Justiça Federal mineira, com sede em Belo Horizonte.
Todo cargo do TRF6 faz teste físico?
Não. O TAF, eliminatório, é exigido só para o Técnico Judiciário na especialidade Agente de Polícia Judicial, e é aplicado depois da discursiva. Os demais cargos não fazem prova física.