Concursos do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO)
O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) tem 2 cargos mapeados. As matérias que mais caem são Português, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional, Direito Administrativo.
Fiscalizar o dinheiro público de Rondônia começa por escolher a especialidade certa e dominar controle externo no estilo Cebraspe.
No TCE-RO o Auditor de Controle Externo é dividido por formação (Administração, Ciências Contábeis, Direito, Economia e Engenharia Civil), e a prova específica muda por completo conforme a área. Escolher a especialidade certa pela sua graduação é a primeira decisão estratégica: ela comanda 60 das 80 questões objetivas e a discursiva inteira. Engenharia Civil costuma concentrar mais vagas por causa da fiscalização de obras públicas.
O que o Auditor de Controle Externo faz no TCE-RO
O TCE-RO fiscaliza como o dinheiro público é gasto em Rondônia: contas do governo estadual, prefeituras, câmaras, autarquias e empresas públicas. É órgão auxiliar do Poder Legislativo, com sede em Porto Velho (Av. Presidente Dutra, bairro Olaria) e jurisdição em todo o estado. Na prática, o Auditor de Controle Externo (ACE) é quem faz o trabalho técnico que sustenta os julgamentos do Tribunal:
- Analisa prestações de contas de gestores e aponta irregularidades e prejuízo ao erário.
- Realiza auditorias de conformidade e operacionais em obras, licitações e programas.
- Instrui processos que depois vão a julgamento pelos conselheiros, com apoio do Ministério Público de Contas.
- Emite relatórios e pareceres técnicos que embasam decisões e multas.
Atenção à nomenclatura: no TCE-RO o cargo de "Auditor" com função judicante virou Conselheiro-Substituto. O cargo de carreira que o concurseiro busca é o Auditor de Controle Externo (analista/técnico de fiscalização), não a magistratura de contas.
A banca e o histórico de certames
O último concurso amplo para Auditor de Controle Externo foi organizado pelo Cebraspe (CESPE) em 2019. O TCE-RO também já usou Cebraspe em 2013 e trouxe a FGV em 2021 para um certame pontual de Analista de TI. Para a carreira de fiscalização, a referência de estudo mais fiel é o modelo Cebraspe.
- Estilo Cebraspe: itens de múltipla escolha (cinco alternativas) e forte cobrança de "letra da lei" combinada com raciocínio aplicado.
- Prova de 2019 aplicada em dia único, com objetiva de 80 questões (20 básicas + 60 específicas) mais discursiva.
- Se estudar por provas antigas do próprio TCE-RO e de outros tribunais de contas na mesma banca, você calibra o nível certo.
Especialidades: escolha define quase tudo
Em 2019 o ACE foi dividido por formação, e a prova específica muda completamente conforme a área:
- Administração, Ciências Contábeis, Direito, Economia e Engenharia Civil.
- Engenharia Civil concentrou o maior número de vagas (fiscalização de obras públicas), enquanto as demais tiveram poucas vagas cada.
- A discursiva também é por especialidade: dissertação sobre tema de conhecimentos específicos da sua área.
Antes de montar o cronograma, decida a especialidade pela sua graduação: ela determina 60 das 80 questões e a discursiva inteira.
Matérias de maior peso e prioridade
O tronco comum a todas as especialidades merece atenção porque cai na parte básica e reaparece na específica:
- Controle Externo na Administração Pública (competências dos Tribunais de Contas, art. 70 a 75 da Constituição, Lei Orgânica do TCE-RO).
- Direito Constitucional e Administrativo, com foco em administração pública, licitações e responsabilidade.
- Administração Pública, Auditoria Governamental, Controle Interno e conformidade.
- Português e, no bloco básico, ética no serviço público.
Depois desse núcleo, ataque com profundidade a sua especialidade: Contabilidade Pública e AFO para contábeis; obras e orçamento de engenharia para Engenharia Civil; e assim por diante.
Nível, remuneração e etapas
- Cargo de nível superior: não há vaga de nível médio para essa carreira. Todas exigem diploma na área da especialidade.
- Remuneração inicial em faixa alta para o serviço público estadual, patamar típico de carreiras de tribunais de contas.
- Etapas em 2019: prova objetiva, prova discursiva, investigação social e avaliação de títulos. Não há TAF nem prova oral.
- A investigação social vale atenção: mantenha documentação e vida funcional em ordem, pois é fase eliminatória.
Por onde começar
- Defina sua especialidade pela graduação e baixe o último edital Cebraspe do TCE-RO como mapa de conteúdo.
- Comece pelo tronco comum (Controle Externo, Constitucional, Administrativo, Auditoria) antes de mergulhar na específica.
- Treine no estilo da banca resolvendo questões de tribunais de contas, com revisão espaçada dos erros.
- Não fique refém de "vai sair edital": construa base sólida agora, porque quando o certame vier o prazo até a prova costuma ser curto.
Cargos
- Conselheiro Substituto · 16 matérias
- Auditor de Controle Externo · 20 matérias
Perguntas frequentes
Quais cargos tem o concurso Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO)?
Mapeamos 2 cargos do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO): Conselheiro Substituto, Auditor de Controle Externo.
O que mais cai nos concursos do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO)?
As matérias mais recorrentes nos editais do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) são Português, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Civil.
Qual banca organiza o concurso do TCE-RO?
O certame mais recente de Auditor de Controle Externo foi do Cebraspe (CESPE), em 2019, banca que o TCE-RO já usou também em 2013. Em 2021 a FGV organizou um certame pontual de Analista de TI. Para a carreira de fiscalização, estude no estilo Cebraspe.
Existe vaga de nível médio no TCE-RO?
Para o cargo de Auditor de Controle Externo, não. Todas as vagas são de nível superior e exigem diploma na área da especialidade escolhida (Administração, Ciências Contábeis, Direito, Economia ou Engenharia Civil).
O concurso tem TAF ou prova oral?
Não. As etapas são prova objetiva, prova discursiva, investigação social e avaliação de títulos. Não há teste físico nem exame oral, mas a investigação social é eliminatória.