Maria quer enviar uma mensagem para João por meio de um canal inseguro e escolheu um método de criptografia assimétrica para garantir o sigilo de modo que somente João possa ler o conteúdo da mensagem original. Nesse contexto, assinale a afirmativa correta.
- A)Uma única cifra de transposição deve ser usada para cifrar e decifrar a mensagem.
Errada, porque cifra de transposição é técnica de criptografia clássica simétrica e não resolve o uso de par de chaves da criptografia assimétrica.
- B)Uma única cifra de substituição deve ser usada para cifrar e decifrar a mensagem.
Errada, porque cifra de substituição também é criptografia clássica e usa a mesma lógica de chave única, não um esquema assimétrico.
- C)Uma função hash deve ser usada para cifrar e decifrar a mensagem.
Errada, porque função hash não cifra nem decifra mensagens; ela gera um resumo fixo e irreversível do conteúdo.
- D)Uma única chave secreta deve ser usada para cifrar e decifrar a mensagem.
Errada, porque uma única chave secreta caracteriza criptografia simétrica, e o enunciado pede criptografia assimétrica.
- E)Uma chave pública deve ser usada para cifrar e uma chave privada para decifrar a mensagem.
Certa, porque na criptografia assimétrica a mensagem é cifrada com a chave pública do destinatário e decifrada com a chave privada dele.
Gabarito: E
Criptografia assimétrica é aquela em que você usa um par de chaves diferentes, mas relacionadas: uma pública e uma privada. A lógica é bem prática: se Maria quer garantir que só João leia a mensagem, ela cifra com a chave pública de João, e só a chave privada dele conseguirá abrir o conteúdo. É o famoso “tranca com uma chave, abre com outra”, sem precisar combinar uma senha secreta antes pelo canal inseguro. Esse modelo resolve exatamente o problema do enunciado: Maria quer sigilo em um canal inseguro, mas sem correr o risco de compartilhar uma chave secreta com terceiros. Na criptografia simétrica, a mesma chave serve para cifrar e decifrar, o que não atende à ideia de usar criptografia assimétrica. Já hash não é ferramenta de cifragem, porque é função de resumo e não foi feita para reverter o texto original. Por isso, a afirmativa correta é a que diz que uma chave pública é usada para cifrar e uma chave privada para decifrar. Isso é a base clássica dos sistemas assimétricos, como RSA, e é justamente o tipo de relação que garante que só o destinatário consiga ler a mensagem. Em provas da FGV, o ponto-chave costuma ser separar bem sigilo, assinatura digital e hash. Aqui o foco é sigilo da mensagem, então pense em chave pública para proteger e chave privada para abrir, sem confundir com autenticação ou integridade.