Ana trabalha na empresa X, que presta serviço de Tecnologia da Informação à DPE/RS. Durante o funcionamento do site da Defensoria, notou a ocorrência de deadlock. Ana iniciou uma investigação para identificar a tarefa que ocasionou o deadlock. A atividade executada pela aplicação que ocasionou o deadlock foi:
- A)um processo de update da aplicação que corrompeu um dado no banco de dados, impedindo o acesso ao banco;
Errada, porque corrupção de dado no banco pode causar falha ou indisponibilidade, mas não caracteriza deadlock.
- B)o excesso de processos enviados para a execução em memória principal, causando lentidão;
Errada, pois excesso de processos em memória principal gera sobrecarga e lentidão, não bloqueio circular de recursos.
- C)a execução de alguns processos, em background, que não liberavam recursos para a inicialização de outras tarefas;
Certa, porque processos em background que não liberam recursos impedem o avanço de outras tarefas, configurando o impasse típico de deadlock.
- D)o uso compartilhado dos recursos causando lentidão ao sistema para o controle de alterações;
Errada, porque uso compartilhado de recursos tende a gerar contenção ou lentidão, mas não necessariamente o bloqueio mútuo do deadlock.
- E)o bloqueio de um usuário em virtude de ter esgotado a quantidade de erro de senha durante o processo de autenticação.
Errada, pois bloqueio por muitas tentativas de senha é mecanismo de segurança, sem relação com deadlock entre processos.
Gabarito: C
Deadlock é aquele impasse em que processos ficam presos esperando uns pelos outros, sem que nenhum consiga avançar. Em termos clássicos, isso acontece quando há espera circular por recursos, com recursos já apropriados e sem possibilidade de preempção, formando um ciclo de bloqueio. Ou seja: não é só lentidão, é travamento por dependência mútua. Na prática, o processo ou tarefa problemático é o que segura um recurso enquanto aguarda outro recurso que está com outra tarefa, criando a famosa “fila que nunca anda”. A doutrina de Sistemas Operacionais costuma apontar quatro condições para o deadlock: exclusão mútua, posse e espera, não preempção e espera circular. Quando elas aparecem juntas, o sistema entra na armadilha. Por isso o gabarito é a letra C. A descrição fala de processos executados em background que não liberavam recursos para a inicialização de outras tarefas, exatamente a ideia de retenção de recursos e bloqueio de novas operações. O problema não é corrupção de banco, nem mera lentidão, nem autenticação de usuário: é a manutenção indevida de recursos que impede o progresso de outras atividades. Em linguagem de concurso: deadlock não é simplesmente “o sistema ficou lento”. É um bloqueio lógico entre processos, em que cada um espera o outro liberar algo. Se você enxergar “não liberavam recursos” e “outras tarefas não conseguiam iniciar”, acende a luz vermelha do deadlock.