O desenvolvimento de aplicações nativas em nuvem é uma abordagem voltada para a criação, execução e aprimoramento de aplicações com base em tecnologias e técnicas reconhecidas de cloud computing. Uma aplicação nativa em nuvem
- A)traz benefícios somente se executado no modelo “Serverless”, em que os desenvolvedores não precisam provisionar servidores ou gerenciar a escala das aplicações.
Errada, porque cloud-native não depende apenas de serverless, já que esse é só um dos possíveis modelos de execução.
- B)é uma maneira de criar e executar aplicações responsivas, escaláveis e tolerantes a falhas, em qualquer ambiente, seja em nuvens públicas, privadas ou híbridas.
Certa, pois define bem uma aplicação nativa em nuvem como responsiva, escalável e tolerante a falhas em diferentes ambientes de cloud.
- C)se concentra na modularidade da arquitetura, mas ainda apresenta grande acoplamento e dependência de outros serviços.
Errada, porque aplicação nativa em nuvem busca justamente reduzir acoplamento, e não manter grande dependência entre serviços.
- D)é um conceito revolucionário que pode ajudar muitas empresas a acelerar a inovação, mas necessita de alto investimento financeiro para seu desenvolvimento.
Errada, porque cloud-native não exige necessariamente alto investimento inicial, já que a proposta é inclusive ganhar elasticidade e eficiência.
- E)é um conjunto de serviços fortemente acoplados na nuvem pública, grandes e independentes, projetadas para agregar valor reconhecido aos negócios.
Errada, porque aplicações cloud-native não são, por definição, fortemente acopladas nem precisam ser grandes; o esperado é o contrário.
Gabarito: B
Aplicações nativas em nuvem, ou cloud-native, são pensadas desde o início para aproveitar o melhor do ambiente de nuvem: elasticidade, automação, tolerância a falhas e facilidade de atualização. A ideia não é apenas “rodar na nuvem”, mas ser construída para tirar proveito dela com arquitetura bem distribuída, serviços desacoplados e escalabilidade sob demanda. Isso costuma aparecer junto com conteinerização, microsserviços, orquestração e uso intensivo de automação. O ponto central é que uma aplicação cloud-native precisa funcionar bem em diferentes cenários de nuvem, como pública, privada ou híbrida, desde que o ambiente ofereça os recursos necessários. Ela deve ser responsiva, escalável e resiliente, isto é, continuar operando mesmo quando parte da infraestrutura falha. Não é uma solução presa a um único modelo, como serverless, porque cloud-native é mais amplo do que isso. A alternativa B está correta justamente porque descreve essa lógica: criar e executar aplicações responsivas, escaláveis e tolerantes a falhas em qualquer ambiente de nuvem. Isso bate com a doutrina de cloud computing e com os princípios modernos de desenvolvimento em nuvem. Já as demais alternativas tentam limitar demais o conceito ou misturam ideias que não definem, por si só, uma aplicação nativa em nuvem. Em provas, a FGV gosta de trocar o conceito geral por uma característica específica. Então, guarde a noção: cloud-native não é sinônimo de serverless nem de sistema grande e acoplado; é um modo de projetar aplicações para a nuvem, com foco em flexibilidade e resiliência.