Com relação ao conceito de paravirtualização, é correto afirmar que, nesse tipo de virtualização,
- A)só é possível executá-la se as extensões de virtualização de hardware Intel VT ou AMD-V forem habilitadas na BIOS.
Errada, porque paravirtualização não depende necessariamente de Intel VT ou AMD-V; isso é típico da virtualização assistida por hardware.
- B)o hardware é completamente emulado e o SO do hóspede pode executar sem modificações.
Errada, porque hardware completamente emulado e guest sem modificações descrevem virtualização plena/emulação, não paravirtualização.
- C)ela acontece no nível do SO, não sendo necessária emulação do hardware da máquina.
Errada, porque embora haja forte interação com o hypervisor, a paravirtualização não significa simplesmente virtualização no nível do SO sem emulação, mas sim guest modificado para cooperar com o hypervisor.
- D)o SO do hóspede é modificado para chamar o hypervisor apenas quando precisar executar instruções privilegiadas.
Certa, pois o sistema operacional hóspede é adaptado para fazer hypercalls ao hypervisor quando precisa executar operações privilegiadas.
- E)a emulação do hardware é parcial, e o SO do hóspede não precisa de modificações.
Errada, porque emulação parcial e guest sem modificações são características mais ligadas à virtualização assistida por hardware, não à paravirtualização.
Gabarito: D
Paravirtualização é uma forma de virtualização em que o sistema operacional convidado sabe que está rodando em um ambiente virtual e, por isso, é ajustado para conversar com o hypervisor de maneira mais direta. Em vez de tentar “enganar” o guest com uma cópia perfeita do hardware, a ideia aqui é reduzir o custo da simulação e melhorar o desempenho. É como dizer ao convidado: “você não está em casa, então use a campainha certa para pedir ajuda”. Nesse modelo, o ponto central é a modificação do sistema operacional hóspede. Ele deixa de tentar executar certas instruções privilegiadas sozinho e passa a fazer chamadas específicas ao hypervisor, normalmente chamadas de hypercalls. Isso permite que o controle das operações sensíveis fique com o monitor de máquina virtual, sem depender de emulação completa do hardware. Por isso, a alternativa D está correta: o SO do hóspede é modificado para chamar o hypervisor apenas quando precisar executar instruções privilegiadas. Esse é justamente o traço clássico da paravirtualização, muito associado à solução Xen em sua forma original. As outras alternativas misturam conceitos de emulação completa, virtualização assistida por hardware ou virtualização sem modificações no guest. Em prova, a banca costuma cobrar essa diferença com uma pegadinha bem direta: se o SO convidado precisa ser alterado e faz chamadas ao hypervisor, você está no caminho da paravirtualização.