Um administrador de redes foi designado para analisar soluções de computação em nuvem para o armazenamento de dados sensíveis da organização. Após avaliar os requisitos, ele identificou que a empresa precisa de um ambiente altamente controlado para proteger informações críticas, mas também quer a flexibilidade de usar recursos de nuvens públicas para cargas de trabalho menos sensíveis e picos de demanda. Com base no contexto apresentado, qual tipo de computação em nuvem é mais adequado para atender às necessidades da organização?
- A)Nuvem comunitária, pois permite que várias organizações compartilhem recursos para atender a todas as necessidades de forma segura.
Errada, porque a nuvem comunitária é compartilhada por organizações com interesses comuns, mas não resolve bem a combinação entre dados críticos internos e uso flexível de nuvem pública.
- B)Nuvem privada, pois garante total controle e segurança sobre todos os dados, além de ser mais econômica para lidar com picos de demanda.
Errada, porque a nuvem privada dá mais controle, mas não entrega a integração com nuvem pública para picos de demanda e cargas menos sensíveis.
- C)Nuvem híbrida, pois combina a segurança da nuvem privada para dados críticos com a flexibilidade da nuvem pública para demandas variáveis.
Certa, porque a nuvem híbrida combina ambiente privado para dados críticos com nuvem pública para maior elasticidade e otimização de recursos.
- D)Nuvem pública, pois oferece flexibilidade para cargas de trabalho variáveis, sendo ideal para lidar com informações sensíveis e não sensíveis ao mesmo tempo.
Errada, porque a nuvem pública oferece flexibilidade, mas não é a melhor escolha isolada para armazenar informações sensíveis que exigem maior controle.
Gabarito: C
Quando a questão fala em dados sensíveis, ambiente altamente controlado e, ao mesmo tempo, necessidade de aproveitar a nuvem pública para tarefas menos críticas, o desenho que mais combina é a nuvem híbrida. Pense nela como um arranjo “dois em um”: a parte mais delicada fica em uma estrutura privada, com mais controle e governança, enquanto a parte elástica e mais barata pode usar a nuvem pública sem drama. A lógica é simples: nem tudo precisa ficar no mesmo lugar. Dados críticos pedem isolamento, política de acesso rígida e maior supervisão. Já picos de demanda e workloads menos sensíveis se beneficiam da escalabilidade da nuvem pública, que liga e desliga recursos com muito mais facilidade. A nuvem híbrida existe justamente para isso, juntando segurança e flexibilidade no mesmo projeto. A banca quer ver se você percebe essa combinação de cenários. Se o enunciado fala em proteger o que é sensível e usar recursos públicos quando fizer sentido, o raciocínio aponta para um modelo misto, e não para um modelo puro. Em doutrina de cloud computing, a nuvem híbrida é a integração entre nuvens privadas e públicas, com possibilidade de interoperabilidade e portabilidade de cargas. Por isso o gabarito C está correto: ele traduz exatamente a necessidade de manter controle sobre o que é crítico e, ao mesmo tempo, ganhar elasticidade para o restante. É a solução que faz a nuvem trabalhar sem drama e sem deixar o cofre escancarado.