Um administrador de rede precisa modificar as permissões na lista de controle de acesso, utilizando o Red Hat Enterprise Linux 8, para o arquivo TRT8 de propriedade do usuário root, que, por sua vez, pertence ao grupo root. Nesse caso, apenas Paulo deve ter permissão rw- e os demais usuários devem ter permissão r--. Com base nessa situação hipotética, assinale a opção que indica o comando correto para executar a configuração referida.
- A)# chmod rw- paulo TRT8
Errada, porque chmod nao usa esse formato para conceder permissões a um usuário específico e a sintaxe apresentada nao corresponde a um comando válido.
- B)# getfacl TRT8 - m u:paulo rw
Errada, porque getfacl serve para consultar as ACLs do arquivo, e nao para modificá-las.
- C)# setfacl - m u:paulo:rw- TRT8
Certa, porque setfacl -m u:paulo:rw- TRT8 altera a ACL do arquivo e atribui a Paulo permissões de leitura e escrita.
- D)# setfacl TRT8 - m u:paulo rw
Errada, porque a ordem dos argumentos e a sintaxe estao incorretas para o setfacl.
- E)# chmod paulo 640 TRT8
Errada, porque chmod nao recebe um nome de usuário dessa forma e o modo 640 trata permissões tradicionais, nao ACL por usuário.
Gabarito: C
No Red Hat Enterprise Linux 8, quando voce quer controlar permissões de forma mais fina do que o chmod tradicional, entra em cena a ACL (Access Control List). Ela permite definir permissões específicas para usuários ou grupos individuais, sem depender apenas do dono, do grupo e dos demais. Isso é perfeito para casos como o do enunciado: um usuário deve ter um acesso diferente do restante do mundo. O comando padrão para alterar ACL é o setfacl. A opção -m serve para modificar a ACL, e a sintaxe correta para um usuário específico é u:nome_do_usuario:permissoes. Assim, setfacl -m u:paulo:rw- TRT8 define que Paulo terá leitura e escrita, enquanto os demais seguem com a permissão padrão definida no arquivo, que no caso do enunciado deve ser r--. Perceba que chmod nao trabalha com esse nível de detalhe por usuário específico. Ele mexe nas permissões tradicionais do arquivo, nao na ACL individual de um usuário. Já getfacl serve para consultar as ACLs existentes, nao para alterá-las. Em prova, a banca costuma cobrar a sintaxe exata do comando. Se voce viu setfacl, pense: modificar ACL com -m, informar tipo do alvo (u para user, g para group) e separar tudo com dois-pontos. Um pequeno detalhe de pontuação aqui derruba muita gente, porque em comando Linux o “jeitinho” custa caro.