Um analista de determinado TRT foi instado a realizar um planejamento de migração da carga de trabalho do ambiente local do tribunal para um ambiente de nuvem pública, como AWS, Azure ou Google Cloud. Um dos requisitos dessa migração era que as cargas de trabalho a serem migradas fossem modificadas o mínimo possível, apenas o bastante para operarem no ambiente de destino. Com base nas informações precedentes e considerando-se que a carga de trabalho mencionada na situação hipotética apresentada pode operar no ambiente de destino (nuvem) no estado em que se encontra e(ou) com pouca necessidade de mudança, não sendo possível refatorá-la, é correto afirmar que a estratégia mais adequada para a migração dessa carga de trabalho é denominada
- A)lift-and-shift.
Correta, pois descreve a migração da aplicação para a nuvem com mudanças mínimas, exatamente o que o enunciado pediu.
- B)improve-and-move.
Incorreta, porque "improve-and-move" não é a estratégia clássica para mover com pouca ou nenhuma alteração; a ideia é outra, com otimizações adicionais.
- C)rip-and-replace.
Incorreta, pois "rip-and-replace" envolve substituir a solução por outra, e não apenas migrar a carga existente com poucas mudanças.
- D)replace.
Incorreta, porque "replace" indica troca da solução por uma nova, o que contraria a premissa de não refatorar a carga de trabalho.
- E)build e buy.
Incorreta, pois "build e buy" trata de decidir entre construir ou comprar uma solução, não de migração mínima de um sistema já existente.
Gabarito: A
Quando a ideia é levar uma aplicação do ambiente local para a nuvem pública mexendo no mínimo possível, você está diante de uma migração do tipo "lift-and-shift". A lógica aqui é quase literal: pega a carga de trabalho como ela está e "sobe" para a nuvem, fazendo apenas os ajustes indispensáveis para ela funcionar no destino. É a escolha mais comum quando o sistema já roda bem e não dá, ou não compensa, refatorar naquele momento. Esse modelo aparece muito em migrações de sistemas legados, em que o objetivo principal é ganhar rapidez, reduzir risco e sair do data center on-premises sem uma grande reengenharia. Em vez de reinventar a aplicação, a equipe prioriza continuidade e simplicidade. Depois, se houver tempo e orçamento, pode até modernizar aos poucos. Por isso o gabarito é a letra A. "Lift-and-shift" significa mover e operar quase da mesma forma na nuvem, com mudança mínima. Já estratégias como "replatform" ou "refactor" envolvem alterações maiores, o que foge do enunciado, que deixou claro que não seria possível refatorar. Em termos de doutrina de computação em nuvem, essa é a estratégia indicada quando a aplicação é compatível com o novo ambiente e a migração precisa ser rápida e com baixo impacto. A banca costuma cobrar exatamente essa associação entre "pouca mudança" e "lift-and-shift".