As organizações normalmente validam seus controles de segurança da informação em intervalos regulares por meio de testes de penetração. Assinale a opção que apresenta o tipo de validação cujo objetivo é verificar se o sistema operacional está vulnerável a ações maliciosas de ataques que consigam exceder de forma proposital o uso de memória designado aos programas, para elevar privilégios de acesso dos atacantes.
- A)Denial of Service
Errada, porque denial of service busca indisponibilizar o sistema ou serviço, e não explorar excesso de memória para elevar privilégios.
- B)Error Handling
Errada, pois error handling trata do tratamento de falhas e exceções, não da exploração de memória além do limite.
- C)B Error Handling
Errada, e além de estar repetida, a ideia de error handling continua sem relação com ataque de transbordamento de memória.
- D)Buffer Overflow
Certa, porque buffer overflow é exatamente o ataque em que dados excedem o espaço reservado na memória, podendo permitir execução indevida e elevação de privilégios.
- E)Input Validation
Errada, pois input validation é a técnica de validar entradas para evitar abusos, não o tipo de ataque descrito no enunciado.
Gabarito: D
Quando a questão fala em teste de penetração para verificar se o sistema operacional fica vulnerável a ataques que fazem o programa ultrapassar o limite de memória que lhe foi destinado, ela está descrevendo o famoso buffer overflow. A lógica é simples: o atacante envia mais dados do que o programa espera, sobrescreve áreas vizinhas da memória e pode alterar o fluxo de execução. Se isso acontece em componentes sensíveis do sistema, pode até haver elevação de privilégios. O ponto-chave aqui é que não se trata apenas de travar o sistema, mas de explorar a falha para assumir controle indevido. Em termos práticos, buffer overflow ocorre quando um buffer recebe mais informação do que suporta. Isso pode corromper dados, desviar instruções e abrir porta para execução de código malicioso. Em segurança de sistemas operacionais, esse tipo de falha é clássico e muito cobrado porque conecta programação insegura com impacto direto em permissões e controle de acesso. O gabarito é a letra D porque o enunciado descreve exatamente um ataque que excede propositalmente o uso de memória designado aos programas. A consequência mais perigosa é o atacante conseguir executar ações que não deveria, inclusive elevar privilégios. É o tipo de falha que, em exames e na vida real, costuma aparecer como sinônimo de exploração de memória mal dimensionada. Se você quiser guardar uma regra de prova, pense assim: DoS tenta derrubar o serviço; buffer overflow tenta ultrapassar a memória e, com sorte do atacante, tomar o controle. A banca adora esse tipo de descrição com cara de tecnicalidade, mas no fundo está cobrando a noção básica de excesso de dados e corrupção de memória.