Assinale a alternativa em que o termo entre parênteses substitui corretamente a expressão.
- A)colocar em risco uma criatura ancestral (coloca-a em risco)
Errada, porque "uma criatura ancestral" é objeto direto e, no infinitivo, a forma correta seria "colocá-la em risco", não "coloca-a em risco".
- B)representa a única fonte natural (representá-la)
Errada, porque o pronome substituto deveria acompanhar a forma verbal no infinitivo: o correto seria "representá-la", e não a forma apresentada isoladamente.
- C)pode causar doenças e reações alérgicas (pode causar-las)
Errada, porque "causar" exige objeto direto, mas a forma pronominal está mal construída; o correto seria "poder causar-lhes" ou "poder causá-las", conforme o referente.
- D)quantificar o nível de contaminação (quantificá-lo)
Certa, porque "o nível" é objeto direto de "quantificar" e a substituição correta é "quantificá-lo".
- E)precisa de mais informações (precisa-as)
Errada, porque "precisar de" tem regência preposicionada e não admite substituição por pronome objeto direto como em "precisa-as".
Gabarito: D
A questão cobra a substituição de expressão por pronome oblíquo átono, com atenção à forma verbal. Quando o verbo está no infinitivo, a regra geral é usar o pronome ligado por hífen: "quantificar o nível" vira "quantificá-lo", porque o "o" de "nível" é retomado por "lo" e o infinitivo sofre a adaptação gráfica. É aquele detalhe clássico de morfologia e colocação pronominal que a banca adora testar sem dó. Em outras palavras, se o termo a substituir é objeto direto, você precisa escolher a forma pronominal correta e observar se o verbo pede uma mudança na grafia ao receber o pronome. No infinitivo terminado em -r, normalmente a letra final cai e o pronome vem com hífen: contar-o vira contá-lo, fazer a compra vira fazê-la, quantificar o nível vira quantificá-lo. A alternativa D está correta porque "nível" é complemento direto de "quantificar" e a substituição por "o" exige a forma "quantificá-lo". A adaptação não é enfeite, é regra da ortografia com pronomes átonos em formas verbais terminadas em -r, -s ou -z. Como referência de gramática normativa, essa é a regra tradicional de colocação e combinação pronominal ensinada em autores como Celso Cunha e Lindley Cintra, além de gramáticas escolares e manuais de redação. Em prova, o segredo é olhar a regência do verbo e a forma verbal antes de bater o martelo.