Assinale a frase em que ocorre o emprego adequado do pronome relativo “cujo”.
- A)No Jardim Botânico descobriu-se uma estátua enterrada, cuja estátua aludia ao mito de Narciso.
Errada, porque repete o substantivo “estátua” depois de “cuja”, o que fere a construção do pronome relativo.
- B)Os automóveis, de cujos necessitavam, foram transportados para a posse do presidente em Brasília.
Errada, porque “de cujos necessitavam” não estabelece uma relação natural de posse e ainda apresenta construção sintática inadequada.
- C)A Biblioteca emprestou vários livros para a pesquisa, cujos livros eram bastante importantes.
Errada, porque repete “livros” depois de “cujos”, quando o correto seria evitar a repetição do antecedente.
- D)Os aviões cruzaram os céus rapidamente, cujos aviões tinham a incumbência de transportar as autoridades.
Errada, porque repete “aviões” após “cujos” e a frase fica mal construída, sem o encaixe correto do relativo.
- E)Foram comprados relógios de ouro, cujas correias eram de couro de elefante.
Certa, porque “cujas correias” retoma “relógios de ouro” e indica corretamente a relação de posse, sem repetir o antecedente.
Gabarito: E
O pronome relativo “cujo” é usado para indicar posse ou relação de pertencimento entre dois termos. Ele já traz a ideia de “do qual”, “da qual”, “dos quais”, “das quais”, então não combina com a repetição do substantivo nem com artigo logo depois dele. Em prova, pense assim: se apareceu “cujo”, você deve enxergar uma ponte entre um antecedente e algo que lhe pertence. A forma correta costuma vir com o termo possuído depois, sem repetir o antecedente: “os livros cujas capas eram antigas”, “a casa cujo telhado caiu”. Repare que “cujas” concorda com o termo seguinte, e não com o antecedente. Isso é o detalhe que a banca adora usar para confundir. Na alternativa E, há ajuste perfeito: “relógios de ouro” é o antecedente, e “cujas correias eram de couro de elefante” mostra a relação de posse entre os relógios e suas correias. Não há repetição desnecessária nem quebra da estrutura do relativo. As demais opções repetem o substantivo depois de “cujo” ou montam a frase de forma artificial. Em resumo: “cujo” pede elegância e precisão, não eco de palavra. É um relativo chique, mas exigente.