Gostar de política não é uma opção, mas uma necessidade. Primeiro, porque o cidadão precisa de um conhecimento político para escolher seu candidato. Depois, porque a política está presente na escola, no trabalho, enfim, na vida. Logo, torna-se fundamental o gosto por ela, pois é ela que rege a nossa existência. (Sildomar S. Vieira, UFAM, 2008.) Sobre o texto, analise as afirmativas. I- A intenção que rege o texto é buscar o convencimento do leitor em relação ao ponto de vista apresentado. II- A tese defendida no texto refere-se ao ato político como necessidade de todo ser humano. III- Expressa um ponto de vista, defende-o com argumentos pertinentes, podendo ser denominado texto argumentativo. IV- Os operadores utilizados na construção do texto expressam prioridade, relevância na exposição dos argumentos que defendem a tese. Estão corretas as afirmativas
- A)II e III, apenas.
Errada, porque as afirmativas I e IV também estão corretas, já que o texto busca convencer e usa conectores para organizar os argumentos.
- B)II e IV, apenas.
Errada, porque a afirmativa I também é verdadeira, pois o texto tem intenção persuasiva e procura convencer o leitor.
- C)I, III e IV, apenas.
Errada, porque a afirmativa II também está correta, já que a política aparece como necessidade ligada à vida do cidadão.
- D)I, II, III e IV.
Certa, porque as quatro afirmativas descrevem adequadamente a tese, a intenção persuasiva, o caráter argumentativo e os operadores de organização textual.
Gabarito: D
O texto apresentado é claramente opinativo: ele parte de uma tese, sustenta essa ideia com razões e tenta levar voce a concordar com o ponto de vista do autor. Quando o enunciado diz que gostar de política não é opção, mas necessidade, já temos a tese central. Em seguida, o texto organiza argumentos para convencer: o cidadão precisa de conhecimento político para escolher candidatos e a política está presente em vários espaços da vida social. Isso mostra bem a função argumentativa do trecho. Em textos assim, não basta informar: é preciso defender uma posição com justificativas. A estrutura é simples, mas eficiente, quase como um convite com cara de ordem: pense nisso, porque isso afeta sua vida. Por isso, a afirmativa I está certa, pois a intenção é convencer o leitor. A afirmativa II também está correta, porque a tese não trata de política como detalhe decorativo, mas como algo necessário à vida em sociedade e ao exercício da cidadania. Já a III acerta ao classificar o trecho como texto argumentativo, pois há ponto de vista, defesa e encadeamento lógico de ideias. E a IV também procede, já que expressões como "primeiro", "depois" e "logo" organizam os argumentos e marcam progressão, prioridade e conclusão. Em questões de interpretação, a banca costuma cobrar exatamente isso: reconhecer tese, argumentos e conectores. Então, se o texto tem opinião + justificativa + tentativa de convencimento, pode apostar no caráter argumentativo. É a velha tríade da redação e da interpretação: dizer o que pensa, explicar por que pensa assim e conduzir o leitor junto.