Assinale a frase que apresenta uso INADEQUADO do conectivo sublinhado.
- A)A desmontagem do hospital de campanha ocorria na medida em que os leitos eram desocupados.
Certa: “na medida em que” está bem empregada com valor de proporcionalidade, indicando que a desmontagem acompanhava a desocupação dos leitos.
- B)Os palestrantes foram seminaristas; tiveram, pois, uma extensa formação religiosa.
Certa: “pois” aparece com valor conclusivo, retomando a ideia anterior e introduzindo uma conclusão coerente.
- C)As buscas ao submersível continuaram, posto que não houvesse esperança de resgatar os tripulantes.
Certa: “posto que” tem valor concessivo aqui, equivalente a “embora”, e a frase mantém sentido adequado.
- D)O parlamentar fez diversas acusações, e não apresentou provas suficientes à comissão.
Errada: a relação entre as orações é de oposição, então o conectivo coordenativo aditivo “e” não é o mais apropriado.
- E)Como não houve previsão orçamentária específica, os professores não tiveram reajuste salarial.
Certa: “Como” introduz causa, explicando por que os professores não tiveram reajuste salarial.
Gabarito: D
Nesta questão, o ponto central é o valor semântico dos conectivos, isto é, a ideia que eles passam no texto. Em prova, não basta saber “traduzir” a palavra: você precisa ver se ela combina com a relação lógica entre as orações. Um conectivo pode indicar causa, consequência, explicação, conclusão, adição, oposição e assim vai. Na alternativa D, há um contraste claro: o parlamentar fez acusações, mas não apresentou provas. Ou seja, a segunda informação se opõe à primeira. Nesse caso, o conectivo adequado seria “mas”, “porém” ou “contudo”, e não o “e”, que sugere soma de informações. Por isso o uso do conectivo está inadequado. As demais alternativas mantêm relações coerentes. Em concursos, é comum a banca testar essa diferença fina entre coordenação aditiva e oposição. A ideia é simples: se o segundo pedaço da frase conversa em contraste com o primeiro, cuidado com o “e” amistoso demais. Portanto, o gabarito é D porque a conjunção empregada não expressa a relação lógica esperada entre as orações. A análise é de sintaxe com valor semântico do conectivo, algo muito cobrado em gramática de concurso.