Considerando-se as regras de concordância verbal, analisar os itens abaixo: I. Fazem oito anos que não vejo meu pai. II. Nesse momento, faz vinte graus em Gramado.
- A)Os itens I e II estão corretos.
Errada, porque o item I está incorreto: em tempo decorrido, o verbo "fazer" deve ficar no singular.
- B)Somente o item I está correto.
Errada, porque o item I está incorreto e o item II está correto.
- C)Somente o item II está correto.
Certa, pois o item I está errado e o item II segue a regra de verbo impessoal para temperatura.
- D)Os itens I e II estão incorretos.
Errada, porque o item II está correto: em indicação de temperatura, o verbo fica no singular.
Gabarito: C
A concordância verbal às vezes faz o verbo parecer teimoso, mas ele só segue uma regra simples: quando o verbo ser ou fazer indica tempo decorrido, fenômeno da natureza ou temperatura, ele fica no singular. Nesses casos, ele é impessoal, ou seja, não tem sujeito. Por isso, dizemos: "faz oito anos", "faz frio", "faz vinte graus". No item I, o verbo "fazer" indica tempo passado. Então o correto seria "Faz oito anos que não vejo meu pai", e não "Fazem oito anos". Aqui, o verbo não concorda com "oito anos", porque a ideia é de tempo decorrido, e não de sujeito plural. No item II, o verbo também é impessoal, porque exprime temperatura. Assim, "faz vinte graus em Gramado" está certo. Se a banca trocar por "fazem vinte graus", aí aparece o erro clássico: o verbo continua no singular mesmo com número plural depois dele. Resumo de prova: quando "fazer" indica tempo ou temperatura, ele não entra na festa da concordância plural. Por isso, só o item II está correto, e o gabarito é a alternativa C.