Em relação ao uso ou não da crase, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: (_) Gota a gota, a paciência dele foi esgotada. (_) O autor, a cuja obra a crítica se referiu, é muito conhecido. (_) As aulas serão de segunda à sexta.
- A)C ‐ C ‐ E.
Certa: a 1ª e a 2ª estão corretas e a 3ª está errada, formando C - C - E.
- B)E ‐ C ‐ C.
Errada: erra ao considerar a 1ª como incorreta e a 3ª como correta.
- C)C ‐ E ‐ E.
Errada: inverte a avaliação da 2ª e ainda erra a 3ª.
- D)E ‐ C ‐ E.
Errada: acerta a 2ª, mas erra as avaliações da 1ª e da 3ª.
- E)C ‐ C ‐ C.
Errada: considera as três sentenças corretas, mas a 3ª não leva crase.
Gabarito: A
Crase acontece quando a preposição "a" encontra o artigo feminino "a" ou um "a" que faça esse papel. Por isso, o segredo é perguntar: existe mesmo dois "as" ali para juntar? Se não existir artigo feminino, não tem crase. Simples, sem drama e sem colar com força onde não cabe. Na primeira frase, "gota a gota" é uma locução repetitiva, sem artigo feminino antes do segundo "a". Então fica sem crase. Já na segunda, o verbo "referir-se" pede a preposição "a", e o pronome relativo "cuja" aceita essa regência: fica "a cuja obra", com o "a" exigido pela regência, sem artigo diante de "cuja". Está certinho. Na terceira, a expressão correta é "de segunda a sexta", porque há apenas a ligação entre os termos da faixa de tempo, sem artigo feminino antes de "sexta". A forma com crase não se sustenta na norma-padrão. É o tipo de detalhe que a banca adora: parece familiar, mas escorrega na regência. Assim, a sequência correta é C - C - E, que corresponde à alternativa A.