Considerando-se os vícios de linguagem, no período “Eu lhe abracei.”, temos um exemplo de:
- A)Barbarismo.
Errada, porque barbarismo é erro de forma, pronúncia ou grafia da palavra, e não problema de regência ou sintaxe.
- B)Anacoluto.
Errada, porque anacoluto é uma quebra na estrutura da frase com termo solto no início, o que não ocorre aqui.
- C)Zeugma.
Errada, porque zeugma é a omissão de um termo já expresso anteriormente, e não o uso inadequado de pronome.
- D)Solecismo.
Certa, porque há erro de sintaxe/regência no uso de "lhe" com o verbo "abraçar", caracterizando solecismo.
- E)Braquilogia.
Errada, porque braquilogia é uma construção abreviada por supressão de palavras, e a frase dada não é um caso disso.
Gabarito: D
Os vícios de linguagem aparecem quando a frase escorrega na norma-padrão e fica com construção inadequada, embora a ideia seja compreensível. Aqui, o verbo "abraçar" pede objeto direto: você abraça alguém, e não "lhe abraça", porque "lhe" é pronome oblíquo usado, em regra, como objeto indireto. Por isso, em "Eu lhe abracei.", houve uso impróprio do pronome, isto é, uma construção sintática fora da regência esperada. Esse tipo de desvio é classificado como solecismo, que é o erro de sintaxe, de concordância, de regência ou de colocação pronominal. Em linguagem de prova: se a frase fere a estrutura gramatical da oração, o nome costuma ser solecismo. A banca adora trocar o pronome certo pelo errado para ver se você cai na armadilha. Aqui, caiu quem quis: o verbo exige complemento direto, e o pronome usado não corresponde a essa função. Então, o gabarito D está correto porque há erro de regência/uso pronominal na construção "eu lhe abracei". A forma esperada, na norma-padrão, seria algo como "eu o abracei" ou "abracei-o".