O emprego dos pronomes relativos é uma das temáticas que mais geram dúvidas nos candidatos, pois dependendo da regência do verbo ou do nome com o qual se articula, o pronome virá ou não precedido de preposição. Sabendo disso, assinale a única alternativa em que o uso do pronome relativo está correto.
- A)A região do Oriente Médio, a qual política e religião são muito próximas, produz uma grande quantidade de petróleo.
Errada, porque "a qual" não concorda bem com a estrutura da frase e ainda sobra a ideia de que "política e religião" seriam o antecedente, deixando o enunciado mal articulado.
- B)Os países do Oriente Médio, cujo o petróleo é vendido para o mundo todo, vivem em constantes conflitos.
Errada, porque há pleonasmo inadequado em "cujo o petróleo"; o correto seria "cujo petróleo", já que "cujo" dispensa artigo depois dele.
- C)A redução da produção de petróleo, onde os países do Oriente Médio entrassem em conflito, elevaria os preços do produto.
Errada, porque "onde" não pode retomar "a redução da produção de petróleo", já que não há antecedente com valor de lugar.
- D)Os países do Oriente Médio onde se produz muito petróleo são ricos.
Certa, porque "onde" retoma corretamente um antecedente de lugar e introduz a oração relativa de modo adequado.
Gabarito: D
Os pronomes relativos fazem a ponte entre ideias e evitam repetição, mas gostam de cobrar pedágio: às vezes entram com preposição, às vezes não. O segredo é olhar para a regência do verbo ou do nome que vem antes deles. Se o termo exige preposição, o pronome relativo também deve aparecer com ela, como em "a cidade a que fui" ou "o tema de que gosto". Nesta questão, a banca testa principalmente o uso de "onde", que só deve ser empregado com valor de lugar, isto é, quando retoma um antecedente que indica espaço físico ou localidade. Quando isso acontece, ele funciona bem e deixa a frase correta e natural. Já quando "onde" aparece retomando ideia de causa, condição ou circunstância abstrata, a construção fica errada. A alternativa D está correta porque "os países do Oriente Médio" é um antecedente de valor locativo e o relativo "onde" retoma esse lugar de forma adequada em "onde se produz muito petróleo". A frase fica gramaticalmente bem construída e sem necessidade de preposição extra. É o tipo de uso clássico que a gramática normativa aceita sem fazer cara feia. Vale lembrar que, na tradição gramatical, pronome relativo precisa respeitar a função sintática que exerce na oração subordinada. Quando a relação é de lugar, "onde" é perfeito; quando não é, a frase costuma desandar. Aqui, a banca cobra exatamente essa percepção fina de regência e valor semântico.