Leia atentamente as estruturas a seguir e assinale a alternativa em que a concordância nominal está incorreta.
- A)Naquela época, as cores verde-limão estavam na moda.
Certa: "verde-limão" é cor composta com segundo elemento substantivo, então a expressão fica invariável.
- B)O exército adotou fardas azuis-marinho.
Errada: o correto é "azul-marinho", pois a cor composta com segundo elemento substantivo não deve ir para o plural.
- C)Ela pintou a casa de azul-céu
Certa: "azul-céu" é cor composta invariável, mantendo a forma mesmo com substantivo feminino.
- D)Antigamente, os enfermeiros vestiam uniformes vermelho-sangue.
Certa: "vermelho-sangue" também é cor composta invariável, sem flexão no segundo elemento.
Gabarito: B
A concordância nominal exige que adjetivos e termos associados combinem em gênero e número com o substantivo. Mas, quando o adjetivo é formado por cor composta com o segundo elemento sendo um substantivo, a regra clássica da gramática é de invariabilidade: o conjunto fica como uma unidade, sem flexão de plural no segundo termo. Por isso, expressões como "verde-limão", "azul-céu" e "vermelho-sangue" costumam aparecer sem alteração, mesmo com substantivos no plural. Na questão, o ponto de atenção está em "fardas azuis-marinho". Aqui houve tentativa de fazer o primeiro elemento variar no plural, mas a forma tradicional normativa é "fardas azul-marinho", mantendo a locução adjetiva invariável. Em prova, esse tipo de detalhe costuma aparecer justamente para pegar quem flexiona cor composta como se fosse adjetivo comum. Em resumo: em cores compostas, quando o segundo elemento é substantivo, a tendência normativa é não flexionar. A banca IBFC gosta muito dessas armadilhas de concordância nominal com cores, porque parecem óbvias, mas cobram o detalhe fino da norma-padrão.