Dentre os elementos para a produção da coerência total estão as inferências, que são o estabelecimento de relações lógicas a partir do que não está explicitamente dado pelo texto. Assinale a alternativa que indica uma inferência que NÃO pode ser extraída diretamente do trecho a seguir, necessitando de elementos externos ao texto para que se chegue a tal conclusão. “Paulo comprou uma caminhonete nova e de luxo”
- A)Paulo tem um carro.
Certa: se Paulo comprou uma caminhonete, ele tem um carro/veículo, como indica o próprio texto.
- B)Paulo terá mais amigos agora.
Errada: amizade não tem relação direta com a compra da caminhonete e depende de fatores externos ao texto.
- C)Paulo tinha recursos para comprar o carro.
Certa: comprar um veículo novo e de luxo sugere que Paulo tinha recursos para isso.
- D)Paulo não comprou um carro usado.
Certa: se a caminhonete é nova, então ela não foi comprada usada.
- E)O carro de Paulo não é popular.
Certa: dizer que é de luxo permite inferir que não se trata de um carro popular.
Gabarito: B
Inferência é aquilo que você conclui a partir do texto, mesmo sem estar escrito de forma direta. Em interpretação, ela precisa nascer do conteúdo do enunciado e de uma ligação lógica aceitável, sem depender de suposições soltas ou de conhecimento externo exagerado. No trecho, a informação explícita é simples: Paulo comprou uma caminhonete nova e de luxo. A partir disso, você consegue tirar algumas conclusões bem seguras, como o fato de não ser um veículo usado e de se tratar de um carro mais sofisticado. Também é razoável imaginar que, se comprou um veículo de luxo novo, ele tinha condições financeiras para isso, embora essa seja uma conclusão mais inferencial do que literal. Já dizer que Paulo terá mais amigos agora não decorre do texto. Isso depende de fatores externos, como personalidade, convivência social, interesse alheio ou até inveja. O texto não dá nenhuma pista sobre amizade, popularidade ou mudança de relações sociais. Ou seja, essa conclusão sai da cabeça de quem lê, não do trecho. Em prova, a banca costuma cobrar exatamente isso: separar o que está no texto do que é palpite. Aqui, o gabarito é a letra B porque ela exige elementos externos para fazer sentido, enquanto as demais alternativas se apoiam diretamente no enunciado ou em uma inferência lógica bem próxima dele.