A frase abaixo que apresenta regência INADEQUADA é:
- A)Agradeci-lhe por todo apoio dado àquela situação.
Certa, porque o verbo agradecer rege complemento indireto com preposição a, e o pronome lhe já faz essa função.
- B)Assistiu ao jogo mudo, sem dizer qualquer palavra.
Certa, porque assistir no sentido de ver exige a preposição a: assistir ao jogo.
- C)Esqueci-me da carteira no balcão da loja feminina.
Certa, porque esquecer-se rege a preposição de, como em “esqueci-me da carteira”.
- D)É preferível arriscar novidades do que ficar entediado.
Errada, porque o correto é “é preferível arriscar novidades a ficar entediado”, e não “do que”.
Gabarito: D
Regência verbal e nominal é a relação de dependência entre um termo e outro, indicando qual preposição acompanha o verbo ou o nome. Em prova, o truque costuma ser simples: a banca troca a preposição correta por uma forma “bonita” no ouvido, mas errada na norma-padrão. Quando você identifica a regência prevista pelo verbo, metade da questão já caiu na rede. Na alternativa A, “agradecer” pede complemento indireto com preposição a, e o pronome lhe já representa essa ideia, então a construção fica correta. Na B, “assistir”, no sentido de ver, exige a preposição a: “assistiu ao jogo”. Na C, “esquecer-se de” está bem empregado, com o pronome e a preposição exigida pelo verbo pronominal. A letra D está errada porque a expressão correta é “é preferível X a Y”, com a preposição a, e não “do que”. Aqui a banca cobra regência e também estrutura comparativa: o adjetivo “preferível” não combina com “do que” na norma-padrão. Em outras palavras, a frase quer comparar duas opções, mas escolhe a ponte errada para fazer essa ligação. Resumo útil: quando aparecer “preferível”, pense imediatamente em “a”, não em “do que”. Isso é gramática de concurso em modo clássico, bem do tipo que derruba candidato apressado.