Assinale a frase em que a expressão “é que” faz parte da estrutura da frase e não simplesmente uma expressão de ênfase.
- A)As más companhias é que foram a minha perdição.
Errada, porque "é que" só destaca o sujeito "As más companhias", funcionando como ênfase, e não como elemento estrutural indispensável.
- B)A verdade é que ninguém escapa da morte.
Certa, porque "é que" integra a construção da frase, ligando "A verdade" à oração "ninguém escapa da morte" e formando uma estrutura predicativa.
- C)Quem compra e mente, em seu bolso é que sente.
Errada, porque o "é que" aí serve para realçar a informação final, com valor enfático, sem ser parte necessária da estrutura da oração.
- D)Gente ignorante é que faz piada de tudo.
Errada, porque a expressão apenas reforça o sujeito "Gente ignorante", com função de destaque, não de organização sintática essencial.
- E)Quanto é que os conselhos valem aos homens?
Errada, porque a sequência "quanto é que" é típica de pergunta e funciona como recurso de ênfase/interrogação, não como estrutura predicativa como na alternativa correta.
Gabarito: B
A expressão "é que" pode aparecer só para dar ênfase, como um enfeite de fala: ela destaca um termo, mas a frase continuaria praticamente de pé sem ela. Nesse caso, ela não muda a estrutura essencial da oração. Mas há situações em que "é que" não é mero brilho de vitrine: ele entra na engrenagem da frase e ajuda a montar a construção sintática, especialmente em estruturas explicativas ou de clivagem. Aí, tirar o "é que" bagunça o sentido ou deixa a frase incompleta. Na alternativa B, temos "A verdade é que ninguém escapa da morte." Aqui, "é que" liga o termo "A verdade" à oração seguinte, funcionando como parte da estrutura predicativa da frase. Não é só ênfase jogada por cima, é a forma como a informação é apresentada. As outras alternativas trazem usos de destaque, de contraste ou de realce do termo anterior, típico recurso expressivo da língua. Em prova da FGV, vale ficar atento a isso: quando o "é que" organiza a frase, ele não é mero adorno; quando só destaca, é ênfase. É a diferença entre estrutura e maquiagem.