“As lisonjas vãs têm porta aberta nos ouvidos”. Com essa frase, o escritor Martin de Roa quer mostrar que
- A)todos os elogios que nos dirigem devem ser levados em conta.
Errada, porque a frase não diz que todos os elogios devem ser levados em conta, mas sim que as lisonjas vazias entram facilmente nos ouvidos.
- B)nossos ouvidos se habituam a ouvir lisonjas inúteis.
Certa, porque exprime a ideia de que os ouvidos se tornam receptivos a lisonjas inúteis, exatamente o sentido da frase.
- C)devemos guardar as lisonjas merecidas.
Errada, porque o enunciado não fala em guardar elogios merecidos, e sim em dar entrada às lisonjas vãs.
- D)as lisonjas são livres para serem ou não consideradas.
Errada, porque a frase não sugere liberdade de escolha sobre considerar ou não as lisonjas, mas uma facilidade de recebê-las.
- E)as falsas lisonjas não devem ser consideradas por quem as escuta.
Errada, porque a frase não afirma que elas não devem ser consideradas; ela diz que entram com facilidade, ou seja, são ouvidas e acolhidas.
Gabarito: B
A frase “As lisonjas vãs têm porta aberta nos ouvidos” usa uma imagem para dizer que elogios vazios, sem sinceridade ou fundamento, entram com facilidade no que a pessoa escuta. Em outras palavras, o ouvido humano costuma ser receptivo a esse tipo de bajulação, mesmo quando ela não tem valor real. É uma observação crítica sobre a nossa tendência a aceitar com facilidade o que nos agrada. Na interpretação de texto, a banca gosta de testar se voce entende o sentido global da frase, e não apenas uma palavra isolada. Aqui, “porta aberta nos ouvidos” sugere disponibilidade para receber essas lisonjas inúteis, não rejeição. O foco está no hábito de ouvir e acolher o que é vazio, não em elogios verdadeiros ou merecidos. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela traduz exatamente a ideia central do enunciado: nossos ouvidos se acostumam a ouvir lisonjas inúteis. A frase original aponta para essa abertura quase automática ao elogio falso, como se ele tivesse entrada livre. Se voce pensar em paráfrase, vai perceber que a alternativa correta é a que conserva o sentido, sem exagerar nem inverter a mensagem. Não há fundamento jurídico aqui; é pura interpretação semântica, com atenção à metáfora usada pelo autor.