Assinale a frase em que não há a presença de um interlocutor.
- A)Vamos, crianças, silêncio na classe!
Errada, porque "crianças" é vocativo e mostra chamada direta ao interlocutor.
- B)Eu estou te dizendo que a festa será hoje!
Errada, porque o pronome "te" marca claramente a presença de um interlocutor.
- C)Outras informações, na secretaria, por favor!
Certa, porque a frase é impessoal e não nomeia nem chama diretamente um destinatário específico.
- D)Por favor, não fumem!
Errada, porque o verbo no imperativo, "fumem", indica ordem dirigida a alguém.
- E)Vocês, João e Pedro, vão passear?
Errada, porque "vocês, João e Pedro" explicita o interlocutor de modo direto.
Gabarito: C
Quando uma frase traz vocativo ou apelo direto, quase sempre há um interlocutor ali, mesmo que ele não responda. É o caso de expressões como "crianças", "por favor", "vocês" e ordens ou pedidos no imperativo: a fala está mirando alguém, chamando alguém para a conversa. Em prova, a FGV gosta de testar essa ideia com frases que parecem simples, mas escondem essa marca de endereçamento. Interlocutor é, em termos práticos, o destinatário da mensagem. Se o enunciado fala com alguém, chama alguém, pede algo a alguém ou manda alguém fazer algo, existe interlocutor. Já quando a frase apenas informa algo de forma impessoal, sem chamar ninguém diretamente, não há essa presença explícita. Na alternativa C, "Outras informações, na secretaria, por favor!", a frase tem aparência de pedido, mas não há vocativo nem referência direta a uma pessoa específica. Ela funciona como enunciado impessoal de orientação, como um aviso de atendimento, sem marcar um destinatário nomeado. Por isso, é a opção em que não se percebe a presença de um interlocutor explícito. As demais alternativas trazem chamado direto ao ouvinte: crianças, "te" em "estou te dizendo", "fumem" no imperativo e "vocês, João e Pedro". Em todas elas, a mensagem aponta claramente para alguém. Ou seja: se a frase conversa com alguém, há interlocutor; se só informa, sem chamar ninguém, a banca costuma considerar que não há essa presença.