Slogans como “Abuse e Use C&A” (C&A), “Não saia de casa sem ele” (American Express), “Seja mais feliz em um Chevrolet” (Chevrolet) fazem uso de uma função da linguagem muito comum no texto publicitário, que é a:
- A)referencial;
Errada, porque a função referencial prioriza a informação objetiva sobre o assunto, e não a tentativa de convencer o leitor.
- B)fática;
Errada, porque a função fática serve para abrir, manter ou encerrar o canal de comunicação, como em chamadas do tipo “alô?” ou “está me ouvindo?”.
- C)metalinguística;
Errada, porque a função metalinguística ocorre quando a linguagem fala sobre a própria linguagem, como em definições e explicações de termos.
- D)emotiva;
Errada, porque a função emotiva destaca a subjetividade e os sentimentos do emissor, enquanto os slogans procuram persuadir o destinatário.
- E)conativa.
Certa, porque a função conativa é a que busca influenciar o receptor, muito comum em slogans e anúncios publicitários.
Gabarito: E
Em textos publicitários, a linguagem costuma ser usada para convencer o leitor a agir, comprar, aderir ou lembrar da marca. Por isso, a função mais frequente é a conativa, também chamada de apelativa: ela se volta diretamente para o destinatário e tenta influenciar seu comportamento. Nos slogans da questão, percebe-se exatamente esse movimento de persuasão. Expressões como “Não saia de casa sem ele” e “Seja mais feliz em um Chevrolet” não estão apenas informando algo sobre o produto; elas procuram criar uma ordem, um convite ou uma sugestão para que voce se envolva com a marca. É bom lembrar a ideia clássica da teoria de Roman Jakobson: a função conativa aparece quando o foco está no receptor da mensagem. Em propaganda, isso é quase o pão com manteiga do texto: chamar, seduzir e conduzir o público a uma resposta prática. Por isso, o gabarito é a letra E. O enunciado traz slogans típicos da publicidade, e esse gênero usa com muita frequência verbos no imperativo, chamadas diretas e fórmulas de persuasão, marcas claras da função conativa.