Assinale a frase que não contém termos redundantes.
- A)Os fatos reais não são bem recebidos.
Errada, porque “fatos” já traz a ideia de algo real, tornando “reais” redundante.
- B)Os livros estavam superpostos na estante.
Certa, porque “superpostos” já expressa a relação de sobreposição, sem repetição de sentido.
- C)Minha própria opinião pessoal não é válida.
Errada, porque “própria” e “pessoal” reforçam a mesma ideia de pertencimento à opinião.
- D)Os soldados displicentes recebem castigos e punições.
Errada, porque “castigos” e “punições” são termos de sentido muito próximo e repetem a mesma noção.
- E)Cada estudante, individualmente, tem direito a prêmios.
Errada, porque “cada” e “individualmente” duplicam a ideia de singularidade.
Gabarito: B
A questão explora redundância, também chamada de pleonasmo vicioso: quando a frase repete a mesma ideia com palavras diferentes sem necessidade. Em prova, a banca costuma esconder o excesso em expressões aparentemente normais, então vale fazer uma varredura mental: o adjetivo acrescenta informação nova ou só repete o que o substantivo já diz? Se só repete, há redundância. Na alternativa B, “os livros estavam superpostos na estante”, não há repetição inútil. “Superpostos” já significa colocados um sobre o outro ou parcialmente sobrepostos, então a frase está enxuta e correta. É justamente o tipo de redação que a FGV gosta: direta, sem enfeite sobrando. Já nas demais alternativas há reforço desnecessário de sentido, como “fatos reais”, “própria opinião pessoal”, “castigos e punições” e “cada estudante, individualmente”. Em gramática normativa, a clareza costuma ganhar quando você corta o que não acrescenta informação. Em resumo: a frase sem termo redundante é a que não faz dupla marcação da mesma ideia. Aqui, a banca quer que você perceba que a economia de palavras também é uma forma de correção e elegância.