Assinale a frase cuja pontuação está correta.
- A)A verdade, como todos sabem incomoda.
Errada: a vírgula separa indevidamente o sujeito “A verdade” do verbo “incomoda”.
- B)Você Paulo, me deve um grande favor.
Errada: a vírgula quebra a construção entre o vocativo “Paulo” e o restante da frase, tornando a pontuação inadequada.
- C)Eis a verdade: nada dura a vida toda.
Certa: os dois pontos introduzem uma explicação/esclarecimento, e a frase está pontuada corretamente.
- D)Eu, cumpri o meu dever.
Errada: a vírgula separa indevidamente o sujeito “Eu” do verbo “cumpri”.
- E)Nós, graças a Deus, estamos, bem.
Errada: há vírgulas em excesso e mal colocadas, inclusive entre sujeito e predicado, além de uma pausa desnecessária antes de “bem”.
Gabarito: C
Pontuação é uma daquelas áreas em que uma vírgula fora do lugar muda tudo, e a banca adora esse detalhe. Em regra, a vírgula separa termos explicativos, aposto, vocativo, adjuntos deslocados e orações intercaladas, mas não pode ser usada para “partir” sujeito e verbo, nem para separar termos que continuam grudados pela sintaxe normal. Na frase correta, há dois pontos introduzindo uma explicação ou esclarecimento: “Eis a verdade: nada dura a vida toda.” Esse uso é clássico e perfeito, porque os dois pontos anunciam o que vem depois como desenvolvimento da ideia anterior. A estrutura fica limpa, lógica e pontuada sem excessos. As outras alternativas erram justamente por colocar vírgulas onde não cabe: ou separam sujeito do verbo, ou interrompem uma construção que deveria seguir sem pausa. Em prova da FGV, isso costuma aparecer como armadilha de “vírgula intuitiva”, aquela que parece bonita na leitura, mas destrói a sintaxe. Resumo útil: se a vírgula não estiver justificando aposto, vocativo, intercalação ou deslocamento, desconfie. E, no caso dos dois pontos, eles funcionam muito bem para introduzir explicação, enumeração, consequência ou esclarecimento, exatamente como na frase do gabarito.