Assinale a opção que indica o par de palavras em que o A final é identificado como desinência de gênero.
- A)alma / aluna.
Errada, porque em alma o -a não marca oposição de gênero, e em aluna o -a final até indica feminino, mas o par não apresenta os dois vocábulos com a mesma lógica morfológica exigida de forma segura.
- B)gata / bonita.
Certa, porque em gata e bonita o -a final funciona como desinência de gênero, marcando o feminino em oposição a gato e bonito.
- C)máquina / casa.
Errada, porque máquina e casa terminam em -a, mas esse final não está sendo usado como desinência de gênero em um par contrastivo claro.
- D)ela / cadela.
Errada, porque ela não é formada por desinência de gênero e cadela, embora tenha -a final, não traz o par morfológico pedido de modo adequado para a questão.
- E)estranha / colcha.
Errada, porque estranha pode indicar feminino, mas colcha não oferece a oposição morfológica esperada no mesmo padrão, então o par não serve para identificar com precisão a desinência de gênero.
Gabarito: B
Em morfologia, a desinência de gênero é o elemento que marca masculino e feminino em muitas palavras. No português, isso costuma aparecer com muita clareza em pares como gato/gata ou bonito/bonita: o -a final ajuda a indicar o feminino, funcionando como marca de gênero. A pegadinha é que nem todo final em -a é desinência de gênero. Em algumas palavras, esse -a pode fazer parte da estrutura fixa do vocábulo, sem relação com masculino e feminino, ou até aparecer em palavras que não têm oposição direta de gênero. Por isso, você precisa observar se existe contraste morfológico real com outra forma da mesma palavra. Na alternativa B, gata / bonita, o -a final é justamente a marca de feminino. Em gato/gata, a oposição é clássica e direta; em bonito/bonita, acontece a mesma lógica, com o -a indicando o feminino do adjetivo. É o caso mais típico que a banca quer cobrar. Em provas da FGV, vale lembrar: a banca gosta de testar se você distingue desinência de gênero de letra final que só parece ser marca feminina. Aqui, o segredo está em reconhecer a oposição masculino/feminino dentro da mesma base lexical.