Observe o seguinte texto: “Degelo. Uma ideia luminosa para degelar o congelador em tempo recorde: esvaziar a geladeira e com o secador de cabelo insuflar ar quente na zona congelada, canos e tubos que rodeiam o freezer. Tudo cairá rápido em função do vento produzido pelo aparelhinho elétrico que, deste modo, destruirá a sua fama frívola e abreviará o tempo da tarefa aborrecida de limpar a geladeira”. Todos os textos mostram alguma finalidade; no caso do texto acima, essa finalidade é
- A)noticiar fatos novos ocorridos há pouco tempo.
Errada, porque o texto não noticia um fato recente; ele ensina um procedimento prático.
- B)instruir os leitores de como realizar uma tarefa.
Certa, pois o texto orienta o leitor sobre como realizar uma tarefa, com caráter instrucional.
- C)ensinar algo de cultura.
Errada, porque não há intenção de transmitir cultura ou conhecimento geral, e sim de indicar um modo de fazer algo.
- D)narrar uma sequência de fatos.
Errada, porque não há sequência narrativa de acontecimentos com personagens e enredo.
- E)defender um argumento.
Errada, porque o texto não tenta convencer o leitor de uma tese; ele apenas orienta uma ação.
Gabarito: B
A questão cobra a finalidade comunicativa do texto, isto é, para que ele foi escrito. Em provas de interpretação, isso costuma aparecer em forma de gênero textual, função da linguagem ou intenção do enunciador. Aqui, a chave é perceber que o texto não está informando um fato, nem contando uma história, nem defendendo uma ideia abstrata: ele está ensinando um procedimento prático. Repare no comando implícito: esvaziar a geladeira, usar o secador de cabelo, insuflar ar quente na área congelada. Isso tem cara de instrução, quase um passo a passo, mesmo que venha em tom leve e até meio irônico. O objetivo é orientar o leitor sobre como fazer uma tarefa específica, no caso, degelar o congelador mais rapidamente. Por isso o gabarito é a alternativa B. O texto tem função injuntiva ou instrucional, muito comum em manuais, receitas, tutoriais e dicas de uso. A linguagem aponta para a ação do leitor, não para a narração de acontecimentos nem para a persuasão argumentativa. Em resumo: quando o texto mostra o que fazer, como fazer ou em que ordem fazer, você já pode desconfiar de instrução. A banca adora disfarçar isso com um texto criativo ou humorado, mas o coração da questão continua sendo a finalidade prática do texto.