Juntamos as duas frases nas opções a seguir. Assinale a opção em que a junção foi feita de forma gramaticalmente adequada.
- A)Estas são as regras da empresa. Devemos obedecer a essas regras / Estas são as regras que devemos obedecer.
Errada, porque o verbo “obedecer” pede a preposição “a”, mas a frase resultante omite essa exigência.
- B)Estes são os fatos. A imprensa deve lembrar-se deles / Estes são os fatos que a imprensa deve lembrar-se.
Errada, porque “lembrar-se” também exige preposição e o relativo foi construído sem o complemento correto.
- C)As provas do concurso foram fáceis. Nós nos referimos a elas / As provas de concurso, a que nós nos referimos, foram fáceis.
Certa, porque “referir-se” exige a preposição “a”, preservada em “a que nós nos referimos”.
- D)A cidade é muito provinciana. Você mora na cidade / A cidade que você reside é muito provinciana.
Errada, porque o verbo “residir” pede a preposição “em”, não “na cidade que você reside”.
- E)O ministro apresentou ideias novas. Discordamos das ideias do ministro / O ministro apresentou ideias novas que discordamos.
Errada, porque “discordar” exige preposição “de”, e ela não foi mantida na oração relativa.
Gabarito: C
A questão cobra a junção de frases com ajuste de regência e uso de pronome relativo. Aqui, o ponto principal é simples: quando um termo exige preposição, essa preposição não desaparece na fusão das orações. Ela precisa continuar ali, ligada ao pronome relativo correto. Em português, isso aparece muito com verbos pronominais e nomes que pedem complemento preposicionado. Na alternativa C, a estrutura fica certinha porque o verbo “referir-se” pede a preposição “a”. Então, ao transformar “Nós nos referimos a elas” em oração adjetiva, o adequado é “as provas de concurso, a que nós nos referimos, foram fáceis”. O “a que” recupera a preposição exigida por “referir-se”. Repare na lógica: primeiro vem o antecedente (“as provas de concurso”), depois o pronome relativo com a preposição necessária (“a que”), e o sentido continua intacto. É exatamente esse tipo de encaixe que a FGV gosta de cobrar: não basta juntar as frases, é preciso respeitar a regência. As demais alternativas escorregam porque desrespeitam a regência verbal ou nominal. Em prova de sintaxe, o olho precisa ficar vivo para essas pequenas preposições, que são pequenas no tamanho, mas enormes no efeito.