Todas as opções abaixo mostram orações substantivas que foram substituídas por substantivos de significado equivalente. Assinale a opção em que essa substituição foi feita de forma inadequada.
- A)Quem não cuida acaba perdendo o bem / o desleixado.
Certa, porque "quem não cuida" pode ser resumido por "o desleixado", mantendo a ideia de descuido.
- B)Quem vive sozinho acaba aborrecido / o solitário.
Certa, porque "quem vive sozinho" corresponde bem a "o solitário", sem perda de sentido.
- C)Quem aceita não muda nada / o conformado.
Certa, porque "quem aceita" pode ser condensado em "o conformado", com a noção de resignação.
- D)Quem se rebela não acata ordens / revolucionário.
Errada, porque "quem se rebela" não equivale exatamente a "revolucionário"; o termo mais fiel seria "rebelde" ou "insubmisso".
- E)Quem vive triste morre triste / o melancólico.
Certa, porque "quem vive triste" se aproxima de "o melancólico", preservando a ideia central de tristeza.
Gabarito: D
A questão cobra a passagem de uma oração substantiva para um termo nominal equivalente. Em português, isso aparece quando uma ideia inteira, antes expressa por uma oração com sujeito e verbo, é condensada em um substantivo ou adjetivo substantivado, como "o desleixado", "o solitário" ou "o melancólico". A graça da questão é ver se o sentido original continua batendo certinho, sem escorregar na escolha da palavra. Nesses casos, você deve observar a relação de significado, e não apenas a aparência da palavra. Por exemplo, "quem não cuida" pode ser resumido por "o desleixado", porque a ideia é de descuido; "quem vive sozinho" vira "o solitário", porque a ideia central é a solidão. A substituição precisa manter a mesma noção semântica. Na alternativa D, porém, a equivalência falha. "Quem se rebela" não é o mesmo que "revolucionário". Nem todo rebelde é revolucionário, e o termo "revolucionário" traz uma carga ideológica e histórica bem mais específica, ligada à defesa ou promoção de revoluções. O equivalente mais fiel seria algo como "o rebelde" ou "o insubmisso". Por isso, o gabarito é D. Em prova, a banca costuma testar exatamente essa sutileza: trocar uma oração por um nome parecido, mas não igual, para ver se você aceita o atalho sem conferir a semântica. Aqui, a forma até parece elegante, mas o sentido não fecha.