Assinale a frase em que não ocorre o caso de uma redundância desnecessária de palavras.
- A)Cada candidato, individualmente, deve sentar-se no local indicado pelo fiscal.
Há redundância em "individualmente", pois a frase já indica ação distribuída a cada candidato.
- B)Alguns candidatos sairão, depois do tempo previsto, sucessivamente, um após outro.
Há redundância em "sucessivamente, um após outro", porque as duas expressões repetem a mesma ideia de ordem sequencial.
- C)A campainha é um sintoma indicativo de que o tempo da prova terminou.
Há redundância em "sintoma indicativo", já que "sintoma" e "indicativo" carregam sentido muito próximo.
- D)Os candidatos possivelmente poderão ver os gabaritos em poucos dias após a prova.
Há redundância em "possivelmente poderão", pois a ideia de possibilidade já está marcada duas vezes.
- E)Alguns candidatos saem da sala de prova somente para beber água.
Não há redundância desnecessária: a expressão "somente para beber água" apenas restringe o motivo da saída.
Gabarito: E
A questão trata de redundância desnecessária, isto é, de expressões em que a ideia aparece repetida sem necessidade, como em "subir para cima" ou "sintoma indicativo", que acabam pesando a frase sem acrescentar informação. Em prova de português, a FGV gosta de testar esse tipo de pleonasmo vicioso, cobrando atenção ao sentido real das palavras e não apenas ao som elegante da frase. Na alternativa E, não há repetição inútil: "Alguns candidatos saem da sala de prova somente para beber água." Aqui, "somente para beber água" delimita o motivo da saída e não repete nenhuma ideia já contida em "saem". A frase está enxuta e natural, sem excesso. Já nas outras alternativas aparecem reforços desnecessários, como "individualmente" junto de um verbo que já sugere ação feita por pessoa a pessoa, "sucessivamente, um após outro" com a mesma noção de sequência, "sintoma indicativo" com duas palavras quase equivalentes, e "possivelmente poderão" com excesso de modalização. Ou seja: a banca quer que você perceba o que sobra na frase, não o que falta. Como regra de estilo e norma culta, vale a ideia clássica de que a clareza também depende da economia verbal. Em redação e interpretação, menos pode ser mais: quando a informação já está dada, repetir só faz barulho.