Uma fábrica de tênis anunciou uma nova criação com preço bastante reduzido; o anúncio vinha acompanhado com uma bela foto de um par do tênis e com promessas de grande elegância. Sobre a mensagem do anúncio, assinale a afirmativa inadequada.
- A)O emissor da mensagem, nesse caso, não é um indivíduo, mas uma empresa.
Certa: em mensagens publicitárias, o emissor costuma ser a empresa ou a marca, e não uma pessoa individual.
- B)Para convencer o cliente a comprar um par de tênis, o texto apela também para a vaidade do comprador.
Certa: o apelo à vaidade é um recurso persuasivo típico da publicidade para seduzir o consumidor.
- C)O código empregado na veiculação da mensagem envolve palavras e imagens.
Certa: a mensagem usa código verbal e não verbal, isto é, palavras e imagens.
- D)O produto anunciado traz, implicitamente a mensagem de que o comprador potencial é o jovem urbano.
Errada: a ideia de que o anúncio aponta implicitamente para o jovem urbano é uma inferência exagerada, sem base suficiente no enunciado.
- E)Um dos elementos utilizados pelo anunciante destaca o interesse do comprador: a redução do preço do produto.
Certa: a redução de preço é um argumento direto de interesse para o comprador e reforça a persuasão.
Gabarito: D
Em anúncios publicitários, a leitura correta passa por reconhecer os elementos da comunicação: quem emite, quem recebe, qual o código usado e qual a intenção do texto. Aqui, a mensagem não é neutra: ela tenta persuadir, chamando atenção para preço, imagem e apelo de status. É exatamente por isso que o anúncio mistura palavras e foto, porque, na publicidade, texto e imagem costumam trabalhar juntos para convencer mais rápido e melhor. Outra pista importante é perceber que o anúncio fala com um público-alvo específico. Mesmo quando não diz isso de forma explícita, a peça publicitária costuma sugerir um perfil de consumidor ideal. Isso é bem comum em campanhas de moda e consumo, que associam o produto a estilo, beleza, juventude ou prestígio. No caso da questão, o item inadequado é o que supõe, sem base suficiente, que a mensagem necessariamente aponta para o jovem urbano. A publicidade pode sugerir um perfil de comprador, mas não dá para afirmar esse recorte com segurança se ele não estiver claramente construído no texto ou na imagem. Ou seja, é uma inferência excessiva, daquelas que a banca adora colocar para ver quem completa a propaganda com a própria imaginação. Já as demais afirmações se sustentam melhor: o emissor pode ser a empresa, o código envolve palavras e imagens, há apelo à vaidade e a redução do preço é um argumento de venda. Em publicidade, tudo é argumento, até a foto bem produzida. O gabarito, portanto, é a alternativa D, por extrapolar o que realmente se pode concluir da mensagem.