Em todas as frases abaixo houve a substituição do termo sublinhado para evitar-se a repetição de palavras. Assinale a frase em que a substituição foi feita por um sinônimo.
- A)Eu fiz o desenho em uma hora, mas para fazê-lo nesse tempo, tive que correr.
Errada, porque "fazê-lo" retoma "desenho" por pronome, e não por sinônimo.
- B)A guerra na Ucrânia já dura mais de um ano e o conflito não dá sinais de acabar.
Certa, porque "conflito" é sinônimo contextual de "guerra" e evita a repetição com equivalência de sentido.
- C)João, que é engenheiro, elaborou o plano da obra.
Errada, porque não houve substituição de sinônimo: "João" aparece normalmente como nome próprio, sem retomada lexical equivalente.
- D)Choveu durante dias, coisa rara nesta estação do ano.
Errada, porque "choveu durante dias" não substitui o termo sublinhado por sinônimo; trata-se de outra construção verbal, não de sinonímia.
- E)João e Maria fizeram a prova, mas aquele foi melhor que esta.
Errada, porque "aquele" e "esta" são pronomes demonstrativos usados para retomada, não sinônimos de "João" e "Maria".
Gabarito: B
A questão explora um recurso bem comum na escrita: evitar repetição sem mudar o sentido. Para isso, podemos usar sinônimos, pronomes, expressões equivalentes ou retomadas por sentido. O segredo é observar se a palavra nova mantém o mesmo campo de significado da palavra original. Se mantém, há sinonímia; se apenas retoma o termo por pronome, referência ou outra construção, já é outro mecanismo. No item B, "guerra" foi retomada por "conflito". As duas palavras não são idênticas, mas aqui funcionam como sinônimos contextuais, porque ambas se referem ao mesmo evento bélico na Ucrânia. É exatamente o tipo de troca que a banca quer: substituir o termo sublinhado por outro de sentido equivalente, sem perda de informação. Nas demais alternativas, a substituição não é por sinônimo. Em alguns casos, há retomada pronominal, em outros, simples repetição evitada por estrutura diferente. Então, olho vivo: nem toda palavra que evita repetição é sinônimo. Às vezes é só um pronome disfarçado de boa educação textual. Em provas da FGV, vale pensar no sentido no contexto, não apenas no dicionário. A banca gosta de testar se você percebe a diferença entre sinonímia e retomada por coesão.