Assinale a frase em que o termo “mais” sublinhado mostra uma classe gramatical diferente das demais.
- A)Os computadores são maravilhosos. Fazem os seus erros muito mais depressa
Errada, porque “mais” modifica o advérbio “depressa”, funcionando como advérbio de intensidade.
- B)Como todas as outras pessoas, historiadores são mais perceptivos depois que as coisas acontecem.
Errada, porque “mais” intensifica o adjetivo “perceptivos”, com valor de advérbio.
- C)Um computador consegue que você cometa mais erros do que qualquer outra invenção.
Certa, porque “mais” acompanha o substantivo “erros” e indica quantidade, exercendo função de pronome indefinido.
- D)Numa prateleira, as coisas mais inúteis ficam no alto.
Errada, porque “mais” intensifica o adjetivo “inúteis”, funcionando como advérbio.
- E)O mundo está progredindo e os recursos tornam-se a cada dia mais abundantes.
Errada, porque “mais” modifica o adjetivo “abundantes”, com valor adverbial de intensidade.
Gabarito: C
A palavra “mais” é daquelas campeãs de concurso: ela muda de roupa conforme o contexto. Às vezes, ela atua como advérbio, principalmente quando intensifica um verbo, um adjetivo ou outro advérbio. É o caso de expressões como “mais depressa”, “mais perceptivos”, “mais inúteis” e “mais abundantes”, em que ela só está reforçando a ideia de intensidade ou grau. Mas existe um caso diferente: quando “mais” vem antes de um substantivo, ele não está apenas intensificando nada. Aí ele passa a indicar quantidade indefinida, funcionando como pronome indefinido, no sentido de “uma quantidade maior de”. Por isso, o item C é o correto. Em “cometa mais erros”, o termo “mais” acompanha o substantivo “erros” e indica quantidade, não intensidade. Ou seja, ele muda de classe gramatical em relação às outras alternativas. Resumo de prova: antes de verbo, adjetivo ou advérbio, “mais” costuma ser advérbio; antes de substantivo, costuma funcionar como pronome indefinido. A banca adora essa troca de função, porque ela parece inocente, mas derruba muita gente.