Assinale a frase em que houve troca indevida entre A, À ou HÁ.
- A)Estou a duas horas de casa.
Correta, porque "a duas horas" indica distância temporal, sem valor de passado decorrido, então não há crase nem uso de "há".
- B)Há cinco semanas te espero.
Correta, porque "há cinco semanas" exprime tempo decorrido, sendo o emprego de "há" o adequado.
- C)Fica a dois dias de viagem.
Correta, porque "a dois dias de viagem" expressa distância/futuro estimado, caso em que se usa apenas "a".
- D)Não o vajo à luz do dia.
Correta, porque há crase em "à luz do dia": a preposição se funde com o artigo feminino "a" de "luz".
- E)À quanto está a dúzia da laranja?
Errada, porque antes de "quanto" não cabe crase nesse contexto; o correto é usar "A quanto está...".
Gabarito: E
A diferença entre A, À e HÁ costuma virar uma pequena armadilha de prova. Em resumo: "há" indica tempo passado ou existência; "a" costuma marcar distância, futuro ou ideia de limite; e "à" aparece quando há crase, isto é, a fusão da preposição "a" com o artigo "a". Parece simples, mas a banca adora trocar as peças do tabuleiro para ver se voce mantém a calma. Na frase correta, quando se fala de tempo decorrido, o verbo "haver" é o escolhido: "Há cinco semanas te espero" significa "faz cinco semanas". Já em "Estou a duas horas de casa" e "Fica a dois dias de viagem", o "a" indica distância ou tempo futuro estimado, sem crase. Também por isso, em "Não o vejo à luz do dia", a crase está certa, porque há a preposição exigida por "ver" e o artigo feminino antes de "luz". O erro da questão está na alternativa E: em "À quanto está a dúzia da laranja?" não cabe crase antes de "quanto", porque "quanto" não admite artigo feminino nesse contexto. O correto seria "A quanto está...", sem acento grave. Em outras palavras, a banca quer voce separar bem os casos de tempo, distância e crase, sem colocar acento onde não existe artigo. Se quiser uma regra de bolso: tempo passado, use "há"; distância ou futuro, geralmente "a"; e crase só quando houver fusão de preposição com artigo feminino. É uma daquelas questões em que um acento pequeno muda tudo, como um detalhe de selfie mal recortada.