Assinale a opção que apresenta um segmento textual sem traços de subjetividade.
- A)Pena que os comerciantes não se deram conta da situação.
Errada, porque a expressão "Pena que" revela lamento e, portanto, subjetividade.
- B)Sua performance foi certamente excepcional.
Errada, porque "certamente excepcional" traz avaliação pessoal e adjetivação valorativa.
- C)Segundo minha opinião, esse médico é um charlatão.
Errada, porque "Segundo minha opinião" explicita o ponto de vista do enunciador.
- D)Você não passa de um artista medíocre.
Errada, porque "medíocre" é um juízo depreciativo e marca subjetividade.
- E)Nem todos sabem o que fazer na hora das provas.
Certa, porque a frase apresenta uma informação geral de forma neutra, sem opinião ou emoção.
Gabarito: E
A questão trabalha a diferença entre linguagem subjetiva e linguagem objetiva. Há traços de subjetividade quando o enunciador deixa escapar opinião, julgamento de valor, emoção ou avaliação pessoal, como acontece com palavras e expressões do tipo "pena", "certamente", "minha opinião" e "medíocre". Nesses casos, o texto deixa de apenas informar e passa a revelar o ponto de vista de quem fala. Já a objetividade aparece quando a frase se limita a apresentar uma informação geral, sem comentário avaliativo, sem emoção e sem marca pessoal do locutor. É o tipo de enunciado mais próximo do registro informativo: comunica um fato ou uma constatação de maneira neutra. Por isso, o gabarito é a letra E: "Nem todos sabem o que fazer na hora das provas." Aqui há apenas uma afirmação genérica, sem julgamento, sem adjetivação subjetiva e sem expressão de opinião pessoal. A frase informa algo possível no mundo real, mas não traz a visão emocional de quem escreve. Nas alternativas A, B, C e D, aparecem sinais claros de subjetividade: lamentação, adjetivação valorativa, opinião explícita e ofensa/julgamento. Em provas de Português, a FGV costuma cobrar justamente essa capacidade de perceber quando o texto quer informar e quando quer opinar.