Assinale o caso que exemplifica um caso de redundância desnecessária.
- A)Cada deputado terá direito a um ingresso para a festa.
Está correta, porque não há repetição de sentido: cada deputado ter direito a um ingresso é informação objetiva e normal.
- B)Os funcionários poderão levar as famílias à festa.
Está correta, pois "famílias" não repete a ideia de "funcionários" nem há excesso semântico na frase.
- C)Estará disponível um empréstimo temporário a todos os funcionários da empresa.
Está errada, porque "empréstimo" já pressupõe algo temporário, tornando "temporário" redundante.
- D)Os funcionários receberão um abono este mês.
Está correta, já que "abono este mês" é uma construção simples e sem pleonasmo desnecessário.
- E)A miséria é sinal de renda mal distribuída.
Está correta, pois a frase é direta e não apresenta repetição inútil de significado.
Gabarito: C
A questão cobra redundância desnecessária, isto é, o famoso pleonasmo vicioso: repetir uma ideia que já está embutida no sentido da palavra. Em provas, a banca gosta de ver se você percebe quando o adjetivo só faz volume e não acrescenta informação de verdade. Na alternativa C, "empréstimo temporário" traz uma repetição de sentido. Empréstimo, por definição, é algo concedido para ser devolvido depois; logo, a ideia de temporariedade já está no núcleo do termo. Colocar "temporário" ao lado de "empréstimo" é como dizer "subir para cima": a frase não fica errada de gramática, mas fica semanticamente repetitiva. Esse tipo de construção é clássico nas discussões sobre pleonasmo vicioso, muito tratado pela gramática normativa e pela tradição escolar da língua culta. A banca FGV costuma explorar exatamente esse ponto: identificar quando há excesso inútil de palavras, sem transformar isso em erro de concordância ou regência. As demais alternativas não apresentam repetição desnecessária de sentido. Então, aqui, a resposta correta é a C, porque é a única que traz um acréscimo redundante que não melhora a informação.