Entre as frases abaixo, há uma em que foi mal-feita a concordância do termo sublinhado; assinale essa frase.
- A)Os homens têm intenção de prestar favores até que consigam o poder.
Correta, pois o verbo “têm” concorda normalmente com o sujeito plural “os homens”.
- B)Não merecem o doce quem não experimentaram o amargo.
Errada, porque o sujeito de “experimentaram” é “quem”, que pede verbo no singular: “quem não experimentou”.
- C)Quando não sopra mesmo nenhum vento, até o cata-vento da torre da igreja tem caráter.
Correta, pois “tem” concorda com o sujeito singular “o cata-vento da torre da igreja”.
- D)Aqueles que desejam menos coisas estão mais perto dos deuses.
Correta, porque o verbo “desejam” retoma o antecedente plural “aqueles”.
- E)Às vezes eu tento ser modesto, mas aí começam a me faltar argumentos.
Correta, já que “começam” concorda com o sujeito plural “argumentos”.
Gabarito: B
Nesta questão, o ponto central é a concordância verbal. Em português, o verbo deve concordar com o sujeito em número e pessoa, salvo algumas construções especiais que costumam confundir porque o sujeito vem “escondido” no meio da frase. A frase da letra B erra porque o sujeito do verbo “experimentaram” é “quem”, que é pronome relativo indefinido e exige verbo no singular: “quem não experimentou o amargo”. Quando aparece “quem”, a ideia é de pessoa indeterminada, mas a concordância se faz com esse núcleo singular, não com a ideia de plural que pode estar no sentido da frase. As demais alternativas estão corretas. Em A, “os homens têm” concorda normalmente no plural. Em C, “o cata-vento ... tem caráter” está no singular, como manda o sujeito singular. Em D, “aqueles que desejam” retoma um antecedente plural. Em E, “começam a me faltar argumentos” também está certa, porque o verbo concorda com “argumentos”. Então, o erro da banca está em fazer o verbo acompanhar o sentido de plural de “quem”, quando a gramática pede singular. É uma concordância clássica de concurso: pequena na aparência, grande na pegadinha.