Em um debate, é importante não só saber defender as suas ideias, mas também saber compreender o ponto de vista do outro. Num debate sobre os aspectos positivos e negativos das viagens do homem à lua, não serve de argumento contrário a essas viagens:
- A)A Lua não tem minerais valiosos.
Serve como argumento contrário, porque sugere ausência de benefício econômico com as viagens à Lua.
- B)Gasta muito dinheiro em área não tão urgente.
Serve como argumento contrário, pois critica o alto custo em uma área considerada pouco urgente.
- C)Não traz muito conhecimento sobre o espaço.
Serve como argumento contrário, já que questiona o retorno científico das missões lunares.
- D)Representa um estágio para outras viagens.
Não serve como argumento contrário, porque apresenta uma vantagem das viagens à Lua ao dizer que elas podem abrir caminho para outras.
- E)Não há possibilidade de vida na Lua.
Serve como argumento contrário, porque reforça a ideia de que a Lua não teria utilidade ligada à vida ou exploração biológica.
Gabarito: D
Em questões de interpretação, a banca costuma cobrar sua capacidade de separar argumento favorável de argumento contrário. Aqui, o enunciado pede exatamente o que não serve como contra-argumento às viagens do homem à Lua, ou seja, o que não aponta desvantagem, crítica ou prejuízo. Em um debate, isso é ouro: você precisa perceber se a frase ataca a ideia ou a defende. As alternativas A, B, C e E trazem, de algum modo, uma crítica às viagens lunares: falta de utilidade econômica, gasto excessivo, pouco retorno científico ou inexistência de vida na Lua. Todas podem ser usadas para sustentar uma posição contrária. Já a alternativa D faz o oposto: dizer que a viagem à Lua representa um estágio para outras viagens é um argumento favorável, porque valoriza o avanço tecnológico e a utilidade da missão. Por isso, o gabarito é D. Ela não serve como argumento contrário, mas como argumento a favor. Em prova da FGV, fique atento a esse tipo de inversão: a frase pode ser verdadeira no mundo real, mas o que importa é a função argumentativa dentro do debate. Em resumo: o comando da questão não quer saber o que é certo ou errado na vida real, e sim o que combate ou apoia a tese discutida. Essa é a pegadinha clássica de interpretação.