Observe as frases a seguir. 1. Comprei um casaco de veludo em São Paulo. 2. O preço do casaco foi alto. Se juntarmos as duas frases com o auxílio de um pronome relativo, a forma adequada será:
- A)Comprei um casaco de veludo em São Paulo cujo preço foi alto.
Certa, porque usa corretamente o pronome relativo possessivo “cujo” para indicar que o preço pertence ao casaco.
- B)Foi alto o preço do casaco de veludo comprado em São Paulo.
Errada, porque reorganiza a frase, mas nao estabelece a ligação relativa com pronome adequado entre as duas orações.
- C)Comprei, em São Paulo, um casaco de veludo em que o preço foi alto.
Errada, porque “em que” nao expressa posse aqui e ainda produz uma relação sem sentido entre casaco e preço.
- D)Em São Paulo, comprei por um preço alto, um casaco de veludo.
Errada, porque mistura estruturas e altera o sentido original, alem de nao usar corretamente um pronome relativo para unir as frases.
- E)Comprei um casaco de veludo em São Paulo por um preço baixo.
Errada, porque muda o conteúdo do enunciado ao afirmar que o preço foi baixo, contrariando a informação dada.
Gabarito: A
Quando voce quer juntar duas frases e uma delas traz a ideia de posse, o pronome relativo que costuma aparecer é “cujo”, que significa justamente “de quem”, “do qual”, “da qual”. Ele é usado para ligar o termo possuidor ao substantivo possuído, sem precisar repetir a palavra duas vezes. E tem um detalhe clássico: depois de “cujo”, nao se usa artigo antes do substantivo. É um daqueles pontos que a banca adora testar com cara de frase simples. Aqui, a segunda frase diz que o preço era do casaco. Então a relação é de posse: o preço pertence ao casaco. Por isso, ao unir as frases, a forma correta é “Comprei um casaco de veludo em São Paulo cujo preço foi alto.” O relativo “cujo” retoma “casaco” e introduz “preço”, que é a informação possuída. As outras alternativas escorregam porque trocam a relação de posse por estruturas estranhas ou mudam o sentido. Em prova, vale lembrar: “cujo” não é enfeite, é ponte. E ponte de posse, não de preço solto por aí. Esse uso está em consonância com a gramática normativa tradicional, que trata “cujo” como pronome relativo possessivo, exigindo concordância com o termo subsequente e vedando artigo depois dele.