Compare as duas frases abaixo: - Dê-me aquela caixa. - Me dá aquela caixa. A segunda frase mostra o seguinte efeito em relação à primeira:
- A)atenuação do valor de formalidade;
Certa, porque "Me dá aquela caixa" é mais coloquial e menos formal do que "Dê-me aquela caixa".
- B)ênfase na ideia de ordem;
Errada, porque a mudança de colocação pronominal não intensifica a ideia de ordem, apenas altera o registro.
- C)supressão da polidez;
Errada, porque a frase continua sendo um pedido/ordem e não elimina a polidez por completo.
- D)suavização da ideia de pedido;
Errada, porque a forma coloquial não suaviza necessariamente o pedido; ela só o torna menos formal.
- E)realce da ideia de tempo presente.
Errada, porque a diferença entre as frases não está em tempo verbal, já que ambas indicam ação no imperativo.
Gabarito: A
Aqui o ponto central é a colocação pronominal e o efeito de registro. Em "Dê-me aquela caixa", temos uma construção mais formal, típica da norma culta em contextos escritos ou mais cuidadosos, com ênfase na correção e na polidez. Já "Me dá aquela caixa" usa uma forma mais coloquial, muito comum na fala cotidiana, especialmente no português brasileiro. Perceba que a segunda frase não muda necessariamente o conteúdo da ordem, nem cria, por si só, uma ideia de tempo, de pedido mais suave ou de maior agressividade. O que ela faz é baixar o nível de formalidade da enunciação. É aquela diferença entre o português que você usa no discurso solene e o português do dia a dia. Na gramática normativa, "dê-me" é próclise ou ênclise? Aqui é ênclise ao verbo no imperativo afirmativo. A forma "me dá" é muito usual na língua falada, mas foge da preferência da norma-padrão em contextos mais formais. Em prova, a banca costuma explorar justamente esse contraste entre o padrão culto e o uso efetivo da língua. Por isso, o gabarito é a letra A: a segunda frase atenua a formalidade em relação à primeira, aproximando a fala da linguagem coloquial.