Assinale a frase em que a forma verbal sublinhada tem seu infinitivo indicado incorretamente.
- A)Convém economizar na juventude / convir.
Correta: "convém" é forma do verbo "convir".
- B)Nós nos detivemos diante da porta / deter.
Correta: "detivemos" é forma do verbo "deter".
- C)Ela se entretinha com pouca coisa / entreter.
Correta: "entretinha" é forma do verbo "entreter".
- D)Bem proveu a Natureza ao nosso Estado / prover.
Correta: "proveu" corresponde ao verbo "prover".
- E)Bem proveu a Natureza ao nosso Estado / provir.
Errada: "proveu" não vem de "provir", e sim de "prover".
Gabarito: E
Nesta questão, o foco é identificar o infinitivo correto do verbo a partir da forma flexionada. Em verbos derivados e irregulares, isso costuma enganar porque a semelhança sonora leva muita gente a “chutar” o infinitivo pela aparência, mas a morfologia não perdoa: a forma verbal precisa bater com a conjugação real do verbo. No caso de "proveu", o verbo é "prover", e não "provir". Isso porque "proveu" é a 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito de "prover": eu provejo, tu provês, ele proveu. Já "provir" tem outra formação e outro paradigma, com formas como "provém" e "proveio", não "proveu". Ou seja, a etiqueta do infinitivo foi trocada no enunciado. As demais alternativas trazem correspondência correta entre a forma sublinhada e o infinitivo indicado: "convém" vem de "convir", "detivemos" vem de "deter" e "entretinha" vem de "entreter". A banca FGV gosta justamente dessa caça às formas irregulares, em especial com verbos como convir, deter, entreter e prover, que vivem de cara nova em cada conjugação.